Quem tem 25 anos pode fazer mamografia? O que muda antes dos 40
Antes dos 40 anos a mamografia não é exame de rotina. Veja o que muda aos 25, aos 35 e aos 37 anos, e por que a ultrassonografia costuma vir primeiro.
Marcio MoreiraEstrategista de conteúdo e SEOPublicado em 02 de julho de 2026
Quem tem 25 anos pode fazer mamografia? O que muda antes dos 40
Neste artigo você vai descobrir:
- A resposta direta sobre mamografia aos 25 anos, e por que o rastreamento de rotina não começa aí
- Se é seguro fazer o exame aos 35 anos, e o que a densidade da mama tem a ver com isso
- O que caracteriza risco elevado antes dos 40 anos e antecipa a conduta
- Por que a ultrassonografia costuma ser o primeiro exame na mama jovem
Quem tem 25 anos pode fazer mamografia?
Pode, quando existe indicação médica, mas não como exame de rotina. Aos 25 anos a mamografia não entra em nenhuma recomendação brasileira de rastreamento, que começam aos 40 anos (SBM, CBR e FEBRASGO, 2023) ou aos 50 anos no programa público (INCA e Ministério da Saúde, 2015). Nessa idade o exame é indicado em situações específicas, como risco elevado documentado ou uma queixa clínica que precise ser esclarecida.
Ter 25 anos, portanto, não é uma proibição. É ausência de indicação de rotina, e essa diferença muda a conversa. Abaixo você vê o que vale aos 35 e aos 37 anos, o que caracteriza risco elevado e por que a ultrassonografia costuma abrir a investigação em mama jovem.
Por que o rastreamento de rotina não começa aos 25 anos
Rastreamento é o exame feito em quem não tem queixa nenhuma, para encontrar alteração antes que ela dê sinal. Ele se justifica quando o benefício na população supera os custos, e isso depende de quão frequente é a doença naquela faixa etária e de quanto o exame consegue enxergar ali.
No Brasil há duas referências. O Ministério da Saúde e o INCA (2015) recomendam mamografia a cada dois anos, dos 50 aos 69 anos, na rede pública. SBM, CBR e FEBRASGO (2023) recomendam mamografia anual a partir dos 40 anos, e a Lei nº 11.664/2008 assegura o acesso ao exame a partir dessa idade no SUS.
Antes dos 40, a idade sozinha não define a conduta. Dois fatores definem: risco elevado e presença de queixa clínica.
É seguro fazer mamografia aos 35 anos?
Sim, quando há indicação. A mamografia usa raios X em dose baixa, com dose glandular média da ordem de 0,4 mSv em um exame digital de rastreamento (ACR, 2023). Não existe contraindicação ligada a ter 35 anos, o que existe é a avaliação de quando o exame realmente ajuda.
Segurança e utilidade são coisas diferentes. Nessa faixa a mama costuma ser mais densa, e a densidade reduz a capacidade da mamografia de separar achados, porque o tecido fibroglandular e a lesão aparecem claros na mesma imagem (CBR e SBM, 2023). Por isso o exame pode ser seguro e, ainda assim, não ser o primeiro passo.
Se você está grávida ou amamentando, avise a equipe antes de qualquer exame de imagem. Isso entra na decisão do médico sobre o método mais adequado.
Quem tem 37 anos pode fazer mamografia?
Pode, e aos 37 anos a conversa já está perto do início do rastreamento. Ainda assim, não há indicação de rotina nessa idade pelas recomendações brasileiras, que partem dos 40 anos (SBM, CBR e FEBRASGO, 2023). O exame é antecipado quando existe risco elevado ou uma alteração que precise ser investigada.
A mesma lógica vale para 36, 38 ou 39 anos. Não há uma virada brusca no aniversário de 40: o que existe é a faixa a partir da qual o benefício do rastreamento se mostra consistente na população (SBM, CBR e FEBRASGO, 2023). O momento de começar o seu se define em consulta com mastologista, com a sua história na mesa.
O que caracteriza risco elevado antes dos 40 anos
Parte das mulheres tem indicação de começar mais cedo. As situações mais citadas nas recomendações são:
- mutação comprovada em BRCA1 ou BRCA2, ou parente de primeiro grau com a mutação;
- parente de primeiro grau, mãe, irmã ou filha, com câncer de mama diagnosticado jovem;
- radioterapia no tórax realizada entre os 10 e os 30 anos de idade;
- história pessoal de câncer de mama ou de lesão de risco confirmada em biópsia.
Nesses cenários, SBM e CBR (2023) e o ACR (2023) orientam iniciar o rastreamento antes, em geral a partir dos 30 anos, com ressonância magnética anual associada à mamografia. Enquadrar alguém em risco elevado não é conta de cabeça: depende de avaliação médica, que reconstrói a história familiar e pode indicar aconselhamento genético.
Por que a ultrassonografia costuma vir primeiro na mama jovem
Antes dos 40 anos a mama tende a ser mais densa e, nesse contexto, a ultrassonografia mamária costuma ser o primeiro exame diante de um nódulo palpável ou de outra queixa localizada (CBR, 2023; ACR, 2023). Ela não usa radiação e diferencia bem cisto de nódulo sólido.
Isso não faz do ultrassom um substituto da mamografia. Os dois são complementares, com finalidades distintas, e a combinação é definida pelo médico conforme a idade, a densidade da mama e o achado. Se essa for a sua dúvida, veja qual exame vem primeiro.
O que fazer se você notou alguma alteração na mama
Queixa clínica muda o roteiro em qualquer idade. Nódulo palpável, alteração na pele, mudança no mamilo ou saída de secreção pedem avaliação, e nesse caso o exame deixa de ser rastreamento e passa a ser diagnóstico (INCA, 2025).
Aos 25, aos 35 ou aos 37 anos, o caminho é o mesmo: consulta, exame clínico das mamas e, se o médico indicar, o exame de imagem adequado à situação. Não é preciso esperar a idade do rastreamento para levar uma queixa ao consultório.
Onde fazer avaliação em São Luís
A Preciore é uma clínica de mastologia e diagnóstico por imagem em São Luís, no Maranhão, em atividade desde 2015, com equipe de profissionais registrados com CRM e RQE. O atendimento alcança pacientes da Grande Ilha.
Se você tem menos de 40 anos e ficou em dúvida sobre qual exame faz sentido no seu caso, agende uma consulta. A definição vem da avaliação, não da idade isolada.
Perguntas frequentes
Quem tem 25 anos pode fazer mamografia?
Pode, desde que haja indicação médica. Aos 25 anos a mamografia não faz parte do rastreamento de rotina, que começa aos 40 anos nas recomendações de SBM, CBR e FEBRASGO (2023) e aos 50 anos no programa público do Ministério da Saúde e do INCA (2015). Nessa idade o exame é considerado quando existe risco elevado documentado ou uma queixa clínica a esclarecer, sempre a partir de avaliação médica.
É seguro fazer mamografia aos 35 anos?
Sim, quando indicada. A dose de radiação é baixa, da ordem de 0,4 mSv de dose glandular média em um exame digital de rastreamento (ACR, 2023), e não existe contraindicação ligada a ter 35 anos. A questão nessa faixa é de utilidade: a mama costuma ser mais densa, o que reduz a capacidade da mamografia de separar achados (CBR e SBM, 2023), e por isso o médico avalia qual exame é o mais adequado para o caso.
Quem tem 37 anos pode fazer mamografia?
Pode, com indicação médica. Aos 37 anos ainda não há recomendação de rastreamento de rotina, já que as recomendações brasileiras partem dos 40 anos (SBM, CBR e FEBRASGO, 2023). O exame é antecipado quando existe risco elevado ou uma alteração que precise ser investigada, e a definição é feita em consulta, considerando histórico familiar e exame clínico.
Com quantos anos começa a mamografia de rotina no Brasil?
Há duas referências. O Ministério da Saúde e o INCA (2015) recomendam mamografia a cada dois anos, dos 50 aos 69 anos, na rede pública. SBM, CBR e FEBRASGO (2023) recomendam o exame anual a partir dos 40 anos, e a Lei nº 11.664/2008 assegura o acesso a partir dessa idade no SUS. Qual referência se aplica a você é assunto de consulta.
Quem tem histórico de câncer de mama na família deve começar antes?
Depende de como é esse histórico. Parente de primeiro grau com diagnóstico jovem, mutação comprovada em BRCA1 ou BRCA2 e radioterapia torácica prévia entre os 10 e os 30 anos são situações em que SBM e CBR (2023) e o ACR (2023) orientam iniciar o rastreamento mais cedo, em geral a partir dos 30 anos, com ressonância magnética anual associada à mamografia. A classificação de risco exige avaliação médica.
A ultrassonografia substitui a mamografia em mulher jovem?
Não. São exames complementares, com finalidades distintas. Em mama densa, a ultrassonografia costuma ser o primeiro exame diante de um nódulo palpável ou de outra queixa localizada (CBR, 2023; ACR, 2023), porque diferencia bem cisto de nódulo sólido e não usa radiação. A combinação dos exames é definida pelo médico conforme a idade, a densidade e o achado.
Notei um nódulo e tenho menos de 40 anos. O que fazer?
Procure avaliação, sem esperar chegar à idade do rastreamento. Nódulo palpável, alteração na pele, mudança no mamilo e saída de secreção são queixas que pedem consulta (INCA, 2025). Nesse contexto o exame deixa de ser rastreamento e passa a ser diagnóstico, e o método é escolhido pelo médico depois do exame clínico das mamas.
Fazer mamografia antes dos 40 faz mal por causa da radiação?
A mamografia usa raios X em dose baixa, com dose glandular média da ordem de 0,4 mSv por exame digital de rastreamento (ACR, 2023). O motivo de o rastreamento de rotina não começar antes dos 40 anos não é a dose isolada, e sim o balanço entre benefício e limitações do exame nessa faixa etária (SBM, CBR e FEBRASGO, 2023). Quando há indicação clínica, o exame é feito normalmente.
Resumo
A resposta curta é que aos 25 anos a mamografia é possível com indicação médica, mas não como rotina. Aos 35 e aos 37 anos vale a mesma lógica, com a diferença de que o início do rastreamento já está próximo. As recomendações brasileiras situam esse começo aos 40 anos (SBM, CBR e FEBRASGO, 2023), enquanto o programa público do Ministério da Saúde e do INCA (2015) trabalha com a faixa dos 50 aos 69 anos.
O que antecipa o exame antes dos 40 é risco elevado documentado ou queixa clínica. E, na mama jovem e densa, a ultrassonografia costuma ser o primeiro exame diante de uma queixa localizada (CBR, 2023). Nada disso substitui a leitura do seu caso: a idade é apenas um dos elementos que o médico considera.
Este conteúdo é educativo e não substitui a avaliação médica presencial. Se ficou dúvida sobre o momento de começar, agende uma consulta.
Revisão técnica: Dra. Raquel Aranha, CRM-MA 5005, RQE 2464.
Fontes consultadas:
- INCA e Ministério da Saúde, Diretrizes para a detecção precoce do câncer de mama no Brasil, 2015.
- SBM, CBR e FEBRASGO, Recomendações para rastreamento do câncer de mama no Brasil, 2023.
- ACR, American College of Radiology, Appropriateness Criteria, avaliação de mama e rastreamento em alto risco, 2023.
- INCA, Instituto Nacional de Câncer, Câncer de mama, sinais e sintomas, 2025.
- Brasil, Lei nº 11.664, de 29 de abril de 2008.
Publicado em: 02/08/2026 · Última atualização: 02/08/2026
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A equipe da Preciore atende em São Luís, no Jardim Renascença, com consulta e exames no mesmo endereço.
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