Quem tem mais de 60 anos tem que fazer mamografia? O que dizem as diretrizes
Sim, e essa é a faixa em que o câncer de mama mais aparece. Entenda a periodicidade recomendada e qual critério as diretrizes usam para decidir quando parar.
Marcio MoreiraEstrategista de conteúdo e SEOPublicado em 06 de julho de 2026
Quem tem mais de 60 anos tem que fazer mamografia? O que dizem as diretrizes
Neste artigo você vai descobrir:
- A resposta direta, e o que as diretrizes brasileiras recomendam para quem passou dos 60
- Por que essa é a faixa de maior incidência do câncer de mama
- Até quando fazer o exame: o critério é expectativa de vida e condição clínica, não só idade
- O que continua valendo quando o rastreamento é encerrado
Quem tem mais de 60 anos tem que fazer mamografia?
Sim. Aos 60 anos a mulher está dentro da faixa de rastreamento de todas as referências brasileiras: o Ministério da Saúde e o INCA (2015) recomendam mamografia a cada dois anos, dos 50 aos 69 anos, e a SBM, o CBR e a FEBRASGO (2017) recomendam o exame anual a partir dos 40 anos. Essa é também a faixa em que a doença mais aparece, já que a idade é o principal fator de risco e a maior parte dos casos ocorre a partir dos 50 anos (INCA, 2025).
Depois dos 60, a dúvida costuma mudar de forma. Não é mais "quando começar", é "até quando continuar". Abaixo estão as recomendações em vigor, o critério que as diretrizes usam para definir a hora de parar e o que isso significa no dia a dia.
Por que a idade pesa tanto nessa conta
O risco de câncer de mama aumenta com a idade, e esse é um dos pontos em que as diretrizes concordam. O INCA (2025) descreve a idade como o principal fator de risco: a maior parte dos diagnósticos acontece a partir dos 50 anos.
É por isso que o rastreamento organizado do Ministério da Saúde se concentra na faixa dos 50 aos 69 anos (INCA, 2015). Não é que o exame perca valor fora dela. É que o número de casos identificados para cada exame realizado é maior justamente aí.
Vale separar duas coisas. Rastreamento é o exame feito sem queixa nenhuma, para procurar alteração antes que ela dê sinal. Exame diagnóstico é o que se faz diante de um sintoma, e esse não segue calendário nem faixa etária.
O que as recomendações brasileiras dizem hoje
- Ministério da Saúde e INCA (2015): mamografia a cada dois anos, dos 50 aos 69 anos. É a base do rastreamento oferecido no SUS.
- SBM, CBR e FEBRASGO (2017): mamografia anual a partir dos 40 anos, mantida enquanto houver benefício esperado.
- Acima dos 74 anos: decisão individualizada, considerando expectativa de vida e condição clínica (SBM, CBR e FEBRASGO, 2017).
A diferença entre as recomendações é conhecida e não precisa virar motivo de insegurança. Ela existe porque cada uma pondera de um jeito o equilíbrio entre o benefício do rastreamento e a chance de achados que pedem investigação adicional. Qual se aplica a você é decisão de consulta com mastologista, a partir do seu histórico. Se a dúvida for sobre o começo do rastreamento, veja também a partir de que idade fazer mamografia.
Até quando fazer mamografia? O critério não é só a idade
Aqui está o ponto que costuma surpreender: as diretrizes não fixam uma idade em que o exame simplesmente sai da agenda. Elas usam expectativa de vida e condição clínica. A SBM, o CBR e a FEBRASGO (2017) indicam manter o rastreamento acima dos 74 anos nas mulheres com expectativa de vida superior a sete anos. O American College of Radiology (2021) segue a mesma lógica, orientando a continuidade enquanto a expectativa de vida for de pelo menos cinco a sete anos e houver condição de investigar e tratar um eventual achado.
Por que esse intervalo? Porque um câncer encontrado em rastreamento leva tempo até que o tratamento se converta em benefício real. Quando a expectativa de vida é menor que esse período, o exame tende a encontrar algo que não mudaria o rumo das coisas, ao mesmo tempo em que inicia um caminho de investigação.
Nada disso se calcula em casa. O que entra na conversa com o médico costuma ser:
- doenças crônicas em curso e o quanto estão controladas;
- autonomia, mobilidade e conforto para realizar o exame;
- histórico pessoal e familiar de câncer de mama;
- o que a mulher deseja fazer diante de um achado, incluindo disposição para investigar e tratar;
- os resultados dos exames anteriores.
Essa lista não fecha decisão por si. Ela mostra que a resposta depende da pessoa, não apenas do ano de nascimento, e por isso exige avaliação médica individual.
Parar de rastrear não é parar de cuidar
Se em algum momento a decisão conjunta for encerrar o rastreamento, isso não significa alta do cuidado com as mamas. Qualquer alteração percebida, como nódulo, mudança na pele, retração ou saída de secreção pelo mamilo, continua sendo motivo de avaliação em qualquer idade (INCA, 2025). Nesse caso o exame deixa de ser rastreamento e passa a ser investigação de um sintoma.
O acompanhamento também segue existindo. Consulta, exame clínico das mamas e, quando o médico indicar, ultrassonografia mamária como método complementar continuam disponíveis, independentemente de haver ou não mamografia de rotina marcada.
Como é a mamografia depois dos 60
A mamografia é o mesmo exame em qualquer idade. Dura poucos minutos, envolve compressão da mama para obter as imagens e usa dose baixa de radiação, considerada adequada ao rastreamento nas faixas em que ele é recomendado (SBM, CBR e FEBRASGO, 2017).
Depois da menopausa, a mama costuma ter proporcionalmente mais gordura e menos tecido fibroglandular, o que em geral facilita a leitura das imagens. Desconforto durante a compressão é comum e passa logo. Se alguma condição sua dificulta o posicionamento, avise a equipe antes: existe forma de adaptar.
Onde fazer mamografia em São Luís
A Preciore é uma clínica de mastologia e diagnóstico por imagem em São Luís, no Maranhão, com profissionais registrados com CRM e RQE, dedicada à saúde da mama desde 2015.
Se você passou dos 60 e não sabe se está com o rastreamento em dia, ou se quer conversar sobre o momento de continuar ou encerrar, agende uma avaliação. A definição sempre parte da consulta, com o seu histórico na mesa.
Perguntas frequentes
Quem tem mais de 60 anos tem que fazer mamografia?
Sim. Aos 60 anos a mulher está dentro da faixa de rastreamento recomendada: o Ministério da Saúde e o INCA (2015) indicam mamografia a cada dois anos dos 50 aos 69 anos, e a SBM, o CBR e a FEBRASGO (2017) recomendam o exame anual a partir dos 40 anos. Essa é a faixa de maior incidência da doença, já que a idade é o principal fator de risco (INCA, 2025). A periodicidade que se aplica ao seu caso é definida em consulta.
Até que idade a mulher precisa fazer mamografia?
Não existe uma idade única que encerre o exame para todo mundo. Acima dos 74 anos, a SBM, o CBR e a FEBRASGO (2017) orientam decisão individualizada, mantendo o rastreamento nas mulheres com expectativa de vida superior a sete anos. O American College of Radiology (2021) usa raciocínio semelhante. Quem faz essa avaliação é o médico, considerando a condição clínica de cada pessoa.
Mulher de 70 anos ainda faz mamografia?
Pode fazer, sim. A faixa do rastreamento organizado do Ministério da Saúde vai até os 69 anos (INCA, 2015), e as sociedades médicas brasileiras orientam continuar depois disso conforme expectativa de vida e condição clínica (SBM, CBR e FEBRASGO, 2017). Aos 70 anos, a conduta é definida em consulta, não por regra automática.
De quanto em quanto tempo fazer mamografia depois dos 60?
As duas referências brasileiras diferem: o Ministério da Saúde e o INCA (2015) recomendam intervalo de dois anos na faixa dos 50 aos 69 anos, enquanto a SBM, o CBR e a FEBRASGO (2017) recomendam intervalo anual a partir dos 40 anos. A escolha do intervalo considera histórico pessoal e familiar, resultados anteriores e acesso ao exame, e é feita junto com o médico.
A radiação da mamografia é um problema nessa idade?
A mamografia usa dose baixa de radiação, e as sociedades médicas consideram que o benefício do rastreamento nas faixas indicadas supera o risco associado à exposição (SBM, CBR e FEBRASGO, 2017). Ainda assim, o exame é solicitado por indicação médica, e não por conta própria. Se você tem alguma condição específica, leve a dúvida à consulta.
Ultrassom pode substituir a mamografia depois dos 60?
Não. A ultrassonografia mamária é um método complementar, indicado pelo médico em situações específicas, e não substitui a mamografia como exame de rastreamento (SBM, CBR e FEBRASGO, 2017). Os dois avaliam aspectos diferentes, e a definição de qual exame fazer, e em que ordem, é sempre clínica.
Se eu parar de fazer mamografia, o que devo observar?
O encerramento do rastreamento não encerra o cuidado. Qualquer alteração percebida na mama, como nódulo, mudança na pele, retração ou saída de secreção pelo mamilo, continua sendo motivo de avaliação médica em qualquer idade (INCA, 2025). Nessa situação, o exame indicado não é de rotina, é investigação de um sintoma, e a conduta parte da consulta.
Resumo
A resposta curta é sim: quem passou dos 60 continua no rastreamento, e essa é justamente a faixa em que o câncer de mama mais aparece (INCA, 2025). O Ministério da Saúde e o INCA (2015) recomendam mamografia a cada dois anos dos 50 aos 69 anos; a SBM, o CBR e a FEBRASGO (2017) recomendam o exame anual a partir dos 40.
A pergunta seguinte, sobre quando parar, tem uma resposta menos automática do que se imagina. O critério das diretrizes não é apenas a data de nascimento, é a expectativa de vida e a condição clínica de cada mulher (SBM, CBR e FEBRASGO, 2017). E encerrar o rastreamento nunca significa deixar de ser acompanhada: alteração percebida na mama continua sendo motivo de avaliação em qualquer idade.
Este conteúdo é educativo e não substitui a avaliação médica presencial. Se quiser colocar o rastreamento em dia ou conversar sobre o que faz sentido para você agora, agende uma avaliação.
Revisão técnica: Dra. Raquel Aranha, CRM-MA 5005, RQE 2464.
Fontes consultadas:
- INCA, Instituto Nacional de Câncer, Diretrizes para a detecção precoce do câncer de mama no Brasil, 2015.
- INCA, Instituto Nacional de Câncer, Câncer de mama, fatores de risco, sinais e sintomas, 2025.
- SBM, CBR e FEBRASGO, Recomendações para o rastreamento do câncer de mama no Brasil, 2017.
- American College of Radiology, recomendações de rastreamento mamográfico, 2021.
Publicado em: 02/08/2026 · Última atualização: 02/08/2026
Ficou com alguma dúvida sobre o seu caso?
A equipe da Preciore atende em São Luís, no Jardim Renascença, com consulta e exames no mesmo endereço.
Agendar pelo WhatsApp