Quais são os riscos de uma mamografia? O que quase ninguém explica
Falso positivo, reconvocação, sobrediagnóstico e desconforto. Os riscos que existem de verdade, o que dizem as diretrizes e por que o exame segue recomendado.
Marcio MoreiraEstrategista de conteúdo e SEOPublicado em 12 de julho de 2026
Quais são os riscos de uma mamografia? O que quase ninguém explica
Neste artigo você vai descobrir:
- A resposta direta, e por que os riscos não são os que a maioria imagina
- Falso positivo, reconvocação e falso negativo, explicados sem rodeio
- O que é sobrediagnóstico, o risco que quase nunca aparece nos conteúdos
- Por que, mesmo com esses pontos, as diretrizes seguem recomendando o exame
Quais são os riscos de uma mamografia?
Os riscos mais relevantes da mamografia não estão na radiação, e sim no que o exame pode gerar depois: resultado falso positivo com reconvocação para novos exames, resultado falso negativo, sobrediagnóstico e o desconforto da compressão. As diretrizes do INCA (2015) reconhecem esses pontos entre os danos possíveis do rastreamento. Mesmo assim, SBM, CBR e FEBRASGO mantêm a recomendação do exame na nota conjunta de 22/10/2024, e mais adiante você entende por quê.
Falar em risco de um exame de rastreamento costuma soar estranho, porque a gente aprende que exame só traz benefício. A mamografia traz, e traz junto efeitos que quase nunca são explicados na sala de espera. Conhecer os dois lados não afasta ninguém do exame, ajuda a chegar na consulta com uma pergunta melhor.
Falso positivo e reconvocação, o risco mais frequente
Um resultado falso positivo é aquele que aponta uma alteração que, depois de investigada, não se confirma como câncer. Na prática, ele costuma aparecer na forma de reconvocação: a paciente é chamada de volta para exames complementares.
O laudo pode vir na categoria 0 do sistema BI-RADS, que significa exame incompleto e necessidade de avaliação adicional (ACR, BI-RADS 5ª edição, 2013, adotado no Brasil pelo CBR). A partir daí, o médico pode solicitar incidências mamográficas extras, uma ultrassonografia mamária ou, conforme o achado, uma biópsia.
Vale guardar uma frase: ser chamada de volta não é diagnóstico, é pedido de mais informação. O INCA (2015) inclui o resultado falso positivo entre os danos do rastreamento justamente pelo que ele carrega, tempo de espera, ansiedade e procedimentos adicionais.
Sobrediagnóstico, o risco que quase ninguém explica
Sobrediagnóstico é o diagnóstico de um câncer que não teria causado sintoma nem encurtado a vida daquela pessoa. Como não é possível saber, no momento do diagnóstico, qual tumor vai progredir e qual não vai, todos são tratados. Daí vem o sobretratamento, e o INCA (2015) descreve os dois entre os danos do rastreamento do câncer de mama.
É o risco mais difícil de enxergar individualmente, porque ele aparece na conta da população e não no laudo de uma pessoa. Ninguém sai da clínica sabendo que foi sobrediagnosticada. Por outro lado, ele pesa bastante nas decisões de política pública: a Nota Técnica nº 626/2025 do Ministério da Saúde, de 29/09/2025, prevê decisão compartilhada para a faixa de 40 a 49 anos, o que significa colocar benefícios e danos na mesa antes de decidir.
Falso negativo, quando o exame não mostra a alteração
Um exame normal reduz a preocupação, mas não funciona como garantia absoluta. A mamografia pode não evidenciar uma alteração existente, e o INCA (2015) inclui o resultado falso negativo entre os danos possíveis do rastreamento.
Um fator conhecido é a densidade mamária. O próprio sistema BI-RADS classifica a densidade da mama porque o tecido fibroglandular denso pode dificultar a visualização de lesões na imagem (ACR, BI-RADS 5ª edição, 2013).
A consequência prática é direta: qualquer alteração percebida na mama entre um exame e outro merece avaliação médica, mesmo com mamografia recente e normal.
O desconforto da compressão
A compressão da mama faz parte da técnica do exame. Ela separa os tecidos e permite obter a imagem, e é também o que causa o desconforto relatado por muitas mulheres. A intensidade varia bastante de pessoa para pessoa e dura poucos segundos em cada incidência.
Desconforto não é motivo para deixar de fazer o exame, e também não é algo que precise ser suportado em silêncio. Vale avisar a equipe durante o exame e conversar na consulta sobre o melhor momento para agendar, principalmente se as suas mamas ficam mais sensíveis em certos períodos.
E a radiação da mamografia?
A radiação é o risco mais lembrado e o que mais gera dúvida, por isso ele tem um conteúdo próprio: a radiação da mamografia faz mal. Aqui fica só o registro de que ela também aparece entre os danos listados pelo INCA (2015) e de que a discussão sobre dose segue um caminho diferente da discussão sobre falso positivo e sobrediagnóstico.
Por que as diretrizes recomendam o exame mesmo assim
Porque a conta considera os dois lados. Os mesmos documentos que descrevem os danos também descrevem o benefício da detecção precoce, e é a comparação entre eles que sustenta a recomendação.
SBM, CBR e FEBRASGO recomendam mamografia anual a partir dos 40 anos para mulheres com risco habitual (nota conjunta de 22/10/2024). No SUS, o rastreamento de rotina é bienal, dos 50 aos 74 anos, com acesso sob demanda na faixa de 40 a 49 anos (Nota Técnica nº 626/2025 do Ministério da Saúde, de 29/09/2025). As duas orientações respondem a perguntas diferentes, e esse ponto está detalhado em a partir de que idade fazer mamografia.
Repare que nenhum desses documentos esconde os danos. A presença da expressão "decisão compartilhada" na nota técnica mostra que eles estão na mesa. O que muda de um texto para outro é o peso dado a cada lado, conforme a pergunta que se está respondendo.
O que fazer com essa informação
Nada disso substitui a indicação médica, e nenhum risco listado aqui define sozinho a conduta do seu caso. O que essa informação muda é a qualidade da conversa na consulta com mastologista.
Três perguntas úteis para levar: qual periodicidade é indicada para mim, considerando idade e histórico; o que acontece se o laudo vier inconclusivo; e o que eu faço se notar alguma alteração antes do próximo exame.
Onde fazer mamografia em São Luís
A Preciore é uma clínica de mastologia e diagnóstico por imagem em São Luís, no Maranhão, com equipe de profissionais registrados com CRM e RQE. O atendimento alcança pacientes da Grande Ilha, incluindo São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa.
Se você tem dúvida sobre o exame ou quer conversar sobre o seu caso, pode agendar uma avaliação com a nossa equipe.
Perguntas frequentes
Quais são os riscos de uma mamografia?
Os principais são o resultado falso positivo, que leva à reconvocação para exames complementares, o resultado falso negativo, o sobrediagnóstico com o sobretratamento que vem junto, e o desconforto da compressão. As diretrizes do INCA (2015) reconhecem esses pontos entre os danos possíveis do rastreamento. A decisão sobre fazer ou não o exame, e com que frequência, é tomada em consulta.
O que é um resultado falso positivo na mamografia?
É um resultado que aponta uma alteração que, depois de investigada, não se confirma como câncer. Ele costuma se traduzir em reconvocação para novos exames, como incidências adicionais, ultrassonografia mamária ou, conforme o achado, biópsia. O INCA (2015) o inclui entre os danos do rastreamento pelo tempo de espera, pela ansiedade e pelos procedimentos extras envolvidos.
Ser chamada de volta depois da mamografia significa que deu câncer?
Não. A reconvocação significa que o exame precisa de mais informação para ser concluído. O laudo pode vir na categoria 0 do sistema BI-RADS, que indica exame incompleto e necessidade de avaliação adicional (ACR, BI-RADS 5ª edição, 2013, adotado no Brasil pelo CBR). Quem interpreta o conjunto e define o próximo passo é o médico.
O que é sobrediagnóstico no rastreamento do câncer de mama?
É o diagnóstico de um câncer que não teria causado sintoma nem encurtado a vida daquela pessoa. Como não é possível identificar, no momento do diagnóstico, qual tumor progrediria, todos são tratados, e daí vem o sobretratamento. O INCA (2015) descreve os dois entre os danos do rastreamento. É um efeito que aparece na conta da população, não no laudo individual.
A mamografia pode não detectar um câncer?
Pode. O resultado falso negativo está entre os danos possíveis do rastreamento descritos pelo INCA (2015). A densidade mamária é um dos fatores envolvidos, e o sistema BI-RADS classifica a densidade porque o tecido fibroglandular denso pode dificultar a visualização de lesões (ACR, BI-RADS 5ª edição, 2013). Por isso, alteração percebida entre um exame e outro merece avaliação, mesmo com mamografia recente normal.
A mamografia dói?
A compressão da mama faz parte da técnica e é o que costuma causar desconforto. A intensidade varia de pessoa para pessoa e dura poucos segundos em cada incidência. Vale avisar a equipe durante o exame se o desconforto for grande e conversar na consulta sobre o melhor momento para agendar.
A radiação da mamografia é um risco relevante?
A radiação aparece entre os danos listados pelo INCA (2015), e a discussão sobre dose tem particularidades próprias, tratadas em conteúdo específico sobre o tema. Ela é o risco mais lembrado pelas pacientes, embora falso positivo e sobrediagnóstico ocupem mais espaço nos documentos que orientam o rastreamento no Brasil.
Os riscos justificam não fazer a mamografia?
Essa não é uma decisão para tomar sozinha a partir de um texto. SBM, CBR e FEBRASGO recomendam mamografia anual a partir dos 40 anos para risco habitual (nota conjunta de 22/10/2024), e o rastreamento no SUS acontece dos 50 aos 74 anos, com acesso sob demanda de 40 a 49 anos (Nota Técnica nº 626/2025 do Ministério da Saúde, de 29/09/2025). O seu caso, como qualquer outro, exige avaliação médica.
Resumo
Os riscos da mamografia existem e têm nome: falso positivo com reconvocação, falso negativo, sobrediagnóstico com o sobretratamento que vem junto, e o desconforto da compressão. Todos aparecem entre os danos descritos nas diretrizes do INCA (2015).
Reconhecer isso não enfraquece o exame. SBM, CBR e FEBRASGO seguem recomendando a mamografia anual a partir dos 40 anos para mulheres com risco habitual (nota conjunta de 22/10/2024), e o Ministério da Saúde mantém o rastreamento no SUS dos 50 aos 74 anos, com acesso sob demanda de 40 a 49 anos (Nota Técnica nº 626/2025, de 29/09/2025). Saber dos riscos é o que permite decidir junto com o médico, em vez de decidir no escuro.
Este conteúdo é educativo e não substitui a avaliação médica presencial. A indicação, a periodicidade e a conduta do seu caso são definidas em consulta.
Revisão técnica: Dra. Raquel Aranha, CRM-MA 5005, RQE 2464.
Fontes consultadas:
- INCA, Instituto Nacional de Câncer, Diretrizes para a detecção precoce do câncer de mama no Brasil, 2015.
- SBM, CBR e FEBRASGO, nota conjunta sobre recomendações da mamografia, 22/10/2024.
- Ministério da Saúde, Nota Técnica nº 626/2025, 29/09/2025.
- ACR, American College of Radiology, BI-RADS Atlas, 5ª edição, 2013, adotado no Brasil pelo CBR.
Publicado em: 02/08/2026 · Última atualização: 02/08/2026
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A equipe da Preciore atende em São Luís, no Jardim Renascença, com consulta e exames no mesmo endereço.
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