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Termografia substitui a mamografia? O que o exame mede

A termografia das mamas registra a temperatura da pele. Veja o que dizem as sociedades médicas, o Ministério da Saúde e a FDA, e por que um resultado normal não dispensa a mamografia.

Marcio Moreira, Estrategista de conteúdo e SEO do blog da Clínica PrecioreMarcio MoreiraEstrategista de conteúdo e SEOPublicado em 03 de outubro de 2026
Câmera térmica infravermelha portátil ao lado de uma folha com padrões coloridos de calor, sobre uma mesa clara em sala de exames

Termografia substitui a mamografia? O que o exame mede

Neste artigo você vai descobrir:

  • A resposta direta: se a termografia pode substituir a mamografia
  • O que o exame de fato mede e por que calor na pele não é o mesmo que ver o interior da mama
  • O que dizem as sociedades médicas brasileiras, o Ministério da Saúde e a FDA
  • Por que um resultado normal pode passar falsa sensação de segurança e o que fazer

Termografia substitui a mamografia? A resposta direta

Não. A termografia das mamas mede a temperatura da pele e não é recomendada para rastreamento, diagnóstico ou acompanhamento do câncer de mama, nem sozinha nem junto com a mamografia. É o que diz a nota técnica divulgada em 31 de outubro de 2025 pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), pela Febrasgo, pela FEMAMA e pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). A mesma nota afirma que a mamografia permanece como o único exame comprovadamente eficaz na redução da mortalidade por câncer de mama (CBR, SBM, Febrasgo, FEMAMA e SBOC, 2025).

O Ministério da Saúde chega à mesma direção: recomenda contra o rastreamento do câncer de mama com a termografia, isoladamente ou em conjunto com a mamografia, com recomendação contrária forte, porque os possíveis danos provavelmente superam os possíveis benefícios (Ministério da Saúde e INCA, 2015).

Se você ouviu que a termografia "acha o câncer bem no começo" ou que "dispensa a mamografia", vale entender o que o exame faz de fato. Cada caso exige avaliação médica.

O que a termografia das mamas mede

A termografia das mamas usa sensores infravermelhos para mapear diferenças de temperatura, partindo da hipótese de que alterações térmicas indiquem tumores (CBR, SBM, Febrasgo, FEMAMA e SBOC, 2025). Em outras palavras, o exame registra a variação da temperatura da pele, e não a estrutura interna da mama (Ministério da Saúde e INCA, 2015). A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, descreve o resultado como uma imagem infravermelha com os padrões de calor na superfície do corpo ou perto dela (FDA, 2023).

A ideia por trás do método é antiga: um tumor poderia aumentar a vascularização e atrair células inflamatórias, mudando a temperatura da pele sobre ele (Ministério da Saúde e INCA, 2015). O problema é que ver calor não é o mesmo que ver uma lesão. A mamografia, por sua vez, permite detectar muitos cânceres em estádio precoce, quando o tratamento tem mais chance de impedir a progressão da doença (Comissão Nacional de Mamografia do CBR, SBM e Febrasgo, 2024).

Por que ela não é recomendada para rastreamento

Há quatro pontos que aparecem nos documentos oficiais.

  • Falta de evidência. A nota técnica de 2025 afirma que não há evidências científicas que comprovem a sensibilidade, a especificidade ou o impacto positivo do método no rastreamento ou no diagnóstico do câncer de mama. Na revisão sistemática que embasou as diretrizes do Ministério da Saúde, não foram identificados estudos sobre a eficácia do rastreamento com termografia na redução da mortalidade geral ou por câncer de mama (Ministério da Saúde e INCA, 2015).
  • Estudos pequenos e de outro contexto. Uma revisão sistemática com metanálise publicada em 2024 reuniu 22 estudos sobre termografia digital e encontrou alta heterogeneidade entre eles. Os autores registram que a maioria era pequena e tendia a incluir apenas pacientes com massa suspeita que precisava de biópsia, e que estudos maiores, com mulheres sem sintomas ou com mamas densas, ainda estavam sendo publicados (Goñi-Arana e colaboradores, Systematic Reviews, 2024). Investigar mulheres com nódulo já suspeito não é o mesmo que rastrear quem não tem sintoma.
  • Risco de erro nos dois sentidos. A falta de validação científica traz risco de falso negativo, que pode atrasar o diagnóstico, e de falso positivo, que gera ansiedade e exames desnecessários (CBR, SBM, Febrasgo, FEMAMA e SBOC, 2025).
  • Posição das agências. A FDA afirma que a termografia não foi mostrada eficaz como teste isolado para rastreamento e detecção de câncer de mama em fase inicial, e que aparelhos de imagem térmica só foram autorizados como recurso complementar, usado junto da mamografia e nunca no lugar dela (FDA, 2023). As sociedades brasileiras vão além e não recomendam o uso nem em associação à mamografia (CBR, SBM, Febrasgo, FEMAMA e SBOC, 2025).

A falsa sensação de segurança

O maior risco prático não está no exame em si, e sim no que a mulher conclui dele. A nota técnica alerta que um resultado negativo de termografia pode induzir a mulher a deixar de fazer a mamografia, o método de rastreamento capaz de fazer o diagnóstico precoce (CBR, SBM, Febrasgo, FEMAMA e SBOC, 2025). Um "normal" na termografia não permite concluir que a mama está sem alterações.

Um argumento comum é o de que a termografia não usa radiação nem compressão. As diretrizes do Ministério da Saúde reconhecem que, por ser um procedimento não invasivo, ela não expõe a pessoa à radiação nem exige compressão do tecido mamário (Ministério da Saúde e INCA, 2015). Só que dispensar radiação e compressão não torna um exame capaz de detectar câncer. O que conta é se ele reduz a mortalidade, e isso está comprovado apenas para a mamografia (CBR, SBM, Febrasgo, FEMAMA e SBOC, 2025). Para entender a dose real do exame, veja o texto sobre a radiação da mamografia em números.

Que exames rastreiam o câncer de mama de fato

A Comissão Nacional de Mamografia do CBR, da SBM e da Febrasgo afirma que, no momento, a mamografia não pode ser substituída por nenhum outro método de imagem da mama para o rastreamento da população geral. A ultrassonografia e a ressonância magnética são técnicas importantes e podem ser somadas à mamografia em situações especiais, como mamas densas ou risco maior de câncer, mas também não a substituem (Comissão Nacional de Mamografia do CBR, SBM e Febrasgo, 2024).

Nas diretrizes conjuntas dessas sociedades, a recomendação é de mamografia anual a partir dos 40 anos (Comissão Nacional de Mamografia do CBR, SBM e Febrasgo, 2024). Há divergências entre órgãos quanto à idade de início e à periodicidade, e o assunto está detalhado em mamografia: a partir de que idade fazer. Quem define o esquema adequado ao seu caso é o médico, com base na sua idade, no histórico familiar e nos exames anteriores.

A nota de 2025 lembra ainda que a solicitação e a interpretação de exames com finalidade diagnóstica são atos privativos do médico, segundo pareceres do Conselho Federal de Medicina (CBR, SBM, Febrasgo, FEMAMA e SBOC, 2025). Na prática: exame de mama se faz com pedido e acompanhamento médico.

E se eu já fiz termografia

Não há motivo para culpa. Muita gente faz o exame achando que está se protegendo, e a intenção de cuidar é o que importa. O passo seguinte é levar o resultado a uma consulta com mastologista, que vai considerar sua idade, seu histórico e seus exames para indicar o rastreamento adequado. Se a mamografia estiver atrasada, ela continua sendo o exame de referência.

Na Preciore, clínica de mastologia e diagnóstico por imagem em São Luís, a mamografia digital é realizada com laudo de radiologista dedicada à mama. Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação presencial.

Fontes consultadas:

Perguntas frequentes

Termografia substitui a mamografia?

Não. Segundo a nota técnica de 31 de outubro de 2025 do CBR, da SBM, da Febrasgo, da FEMAMA e da SBOC, dispositivos de atividade térmica, incluindo a termografia infravermelha, não são recomendados para rastreamento, diagnóstico ou acompanhamento do câncer de mama, isoladamente ou junto com a mamografia, que segue como o único exame comprovadamente eficaz na redução da mortalidade.

A termografia detecta o câncer de mama no início?

Não há evidências científicas que comprovem sensibilidade, especificidade ou impacto positivo da termografia no rastreamento ou no diagnóstico do câncer de mama (CBR, SBM, Febrasgo, FEMAMA e SBOC, 2025). Nas diretrizes do Ministério da Saúde, a revisão sistemática não encontrou estudos sobre sua eficácia na redução da mortalidade (Ministério da Saúde e INCA, 2015).

O que a termografia das mamas mede?

Ela usa sensores infravermelhos para mapear diferenças de temperatura, partindo da hipótese de que alterações térmicas indiquem tumores (CBR, SBM, Febrasgo, FEMAMA e SBOC, 2025). O exame registra a variação da temperatura da pele, e não a estrutura interna da mama (Ministério da Saúde e INCA, 2015).

Se a termografia deu normal, posso pular a mamografia?

Não. A nota técnica de 2025 alerta que um resultado negativo pode induzir a mulher a deixar de fazer a mamografia, que é o método capaz de fazer o diagnóstico precoce. O rastreamento deve seguir as diretrizes oficiais baseadas em mamografia e o acompanhamento médico, conforme a idade e o risco de cada mulher.

Termografia não tem radiação, então é mais segura?

A termografia realmente não expõe a pessoa à radiação nem exige compressão da mama (Ministério da Saúde e INCA, 2015), mas isso não a torna capaz de detectar câncer. O que importa é reduzir a mortalidade, e isso está comprovado apenas para a mamografia (CBR, SBM, Febrasgo, FEMAMA e SBOC, 2025).

A FDA aprova a termografia para detectar câncer de mama?

A FDA afirma que a termografia não foi mostrada eficaz como teste isolado para rastreamento e detecção de câncer de mama em fase inicial. Os aparelhos de imagem térmica só foram autorizados como recurso complementar, usado junto da mamografia e nunca no lugar dela (FDA, 2023).

Qual exame rastreia o câncer de mama?

A mamografia é o método de rastreamento com eficácia comprovada na redução da mortalidade (CBR, SBM, Febrasgo, FEMAMA e SBOC, 2025). Ultrassonografia e ressonância magnética podem ser somadas em situações especiais, como mamas densas ou risco maior, mas não a substituem (Comissão Nacional de Mamografia, 2024). Cada caso exige avaliação médica.

Resumo

A termografia das mamas registra a temperatura da pele e não é recomendada para rastreamento, diagnóstico ou acompanhamento do câncer de mama, nem sozinha nem junto com a mamografia (CBR, SBM, Febrasgo, FEMAMA e SBOC, 2025). O Ministério da Saúde recomenda contra o seu uso no rastreamento (Ministério da Saúde e INCA, 2015).

O risco prático é a falsa sensação de segurança: um resultado normal pode levar a mulher a adiar a mamografia, que segue como o único exame comprovadamente eficaz na redução da mortalidade por câncer de mama (CBR, SBM, Febrasgo, FEMAMA e SBOC, 2025).

O que fica: informação de qualidade vem de fontes oficiais e de médicos identificados. Converse com um mastologista sobre o rastreamento que faz sentido para você.

O que você pensa disso?

Antes de ler este texto, o que você sabia sobre a termografia das mamas?

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A equipe da Preciore atende em São Luís, no Jardim Renascença, com consulta e exames no mesmo endereço.

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