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Mama acessória na axila: o que é e quando avaliar

Mama acessória é tecido mamário a mais, quase sempre na axila, e costuma ser benigna. Veja quando aparece, como a imagem a diferencia de linfonodo e lipoma e quando levar à consulta.

Marcio Moreira, Estrategista de conteúdo e SEO do blog da Clínica PrecioreMarcio MoreiraEstrategista de conteúdo e SEOPublicado em 25 de outubro de 2026
Mesa de consulta clara com um transdutor de ultrassom sobre uma toalha branca, um frasco de gel e uma pasta fechada

Mama acessória na axila: o que é e quando avaliar

Neste artigo você vai descobrir:

  • O que é a mama acessória, por que ela aparece na axila e qual a diferença entre polimastia e politelia
  • Quando ela surge ou muda: puberdade, ciclo menstrual, gravidez e amamentação
  • Como o ultrassom e a mamografia entram na avaliação e como se diferencia de linfonodo e de lipoma
  • O que a literatura diz sobre o risco de doença nesse tecido e quando marcar consulta com mastologista

Mama acessória é tecido mamário a mais, fora do lugar habitual da mama, e a axila é onde ele mais aparece. Também chamada de polimastia, costuma ser uma variação benigna de nascença, que pode passar anos despercebida e só chamar atenção quando os hormônios da puberdade, da gravidez ou da amamentação a fazem crescer ou incomodar. Revisões a descrevem em cerca de 2% a 6% das mulheres (Kurtzman et al., PRS Global Open, 2023; Hiremath et al., BMJ Case Reports, 2015). Como o tecido é o mesmo da mama, um "caroço" na axila pede avaliação para saber se é mama acessória, linfonodo, lipoma ou outra coisa. Cada caso exige avaliação médica presencial.

O que é a mama acessória e por que ela aparece na axila

A polimastia e a politelia costumam ocorrer ao longo das linhas do leite embrionárias, que vão da axila à região da virilha (Wang et al., Acta Paediatr Taiwan, 2005). O tecido mamário ectópico, isto é, fora do lugar, pode se desenvolver ao longo dessa linha, e o local mais comum é a axila (Park et al., J Korean Soc Radiol, 2024).

A mama acessória não tem um único aspecto. Ela pode reunir gordura, glândula, mamilo e aréola em qualquer combinação (Kurtzman et al., 2023), e vai de uma lesão pequena, parecida com uma pinta, até uma mama extra funcionante (Hiremath et al., 2015). Quando só há o mamilo extra, o nome é politelia, assunto do texto sobre o terceiro mamilo. Já a polimastia é o tecido de mama a mais, com ou sem mamilo (Loukas et al., The American Surgeon, 2007).

Quando a mama acessória aparece, cresce ou incomoda

Como o tecido responde aos hormônios, ele tende a se manifestar em fases hormonais:

  • Puberdade. A polimastia pode só ficar evidente com a ação dos hormônios sexuais na puberdade (Loukas et al., 2007).
  • Gravidez e amamentação. Há descrições de mama acessória que aparece como massa, muitas vezes sem sintoma, durante a gravidez ou a lactação (Mazine et al., 2020; Wang et al., Acta Paediatr Taiwan, 2005). Num relato, uma mama acessória cresceu ao longo da década seguinte à primeira gestação (Hiremath et al., 2015).
  • Ciclo menstrual. Um relato descreve uma adolescente de 14 anos com inchaço doloroso na axila durante a menstruação, que se mostrou ser tecido mamário com alteração fibrocística (Wang et al., 2005).

Os sintomas descritos incluem dor, restrição de movimento do braço, saída de leite, incômodo estético e ansiedade, mas também há quem tenha pouco sintoma e deixe de investigar (Singal et al., J Clin Diagn Res, 2016). Dor na região da axila também tem causas muito comuns e sem relação com isso, como o ciclo hormonal: veja dor na lateral da mama perto da axila e dor na mama (mastalgia).

Como é a avaliação: exame clínico e imagem

A avaliação começa pela conversa e pelo exame físico da mama e da axila. Em seguida, a imagem ajuda a mostrar o que há por baixo da pele. A axila costuma ser incluída na mamografia, no ultrassom, na tomografia e na ressonância, e uma revisão de radiologia lista, entre as causas de massa na axila, os linfonodos aumentados, tumores de partes moles como o lipoma e as lesões em tecido de mama acessório, como o fibroadenoma e o carcinoma (Gupta et al., J Med Imaging Radiat Oncol, 2017).

Pontos práticos descritos na literatura:

  • Ultrassom. Num caso de mama acessória gigante, o ultrassom com a punção sugeriu tecido acessório, distinto da mama (Hiremath et al., 2015). A ultrassonografia mamária examina a mama e a axila.
  • Mamografia. Uma série de massas axilares benignas, entre elas mama acessória, comparou os achados de mamografia, ultrassom e anatomia patológica, e discutiu o papel da amostra de tecido guiada por ultrassom (Yang et al., Clinical Radiology, 1997). Num relato, o tecido acessório da axila não estava incluído na mamografia de rotina, e foi acrescentada a incidência da cauda axilar para estudá-lo (Lee et al., J Korean Soc Radiol, 2025). Vale contar à equipe o que você notou na axila no dia do exame.
  • Amostra de tecido. Como o tecido ectópico sofre os mesmos processos do tecido mamário habitual, a biópsia com agulha grossa pode ser usada para identificar lesões suspeitas (Bae e Yang, Curr Med Imaging, 2022).

Mama acessória, linfonodo ou lipoma: por que a confusão

Um relato descreve uma mulher de 45 anos com dor nas duas axilas, cujo diagnóstico clínico foi de lipomas bilaterais, e que a imagem e a análise do tecido mostraram ser mama acessória (Mazine et al., 2020).

Hipótese O que a literatura descreve O que ajuda a esclarecer
Mama acessória Tecido mamário fora do lugar, que pode mudar com os hormônios e é frequentemente confundido com outras condições (Loukas et al., 2007) Exame clínico, imagem e, se necessário, amostra de tecido
Linfonodo (gânglio) O aumento de linfonodos é benigno e autolimitado na maioria dos pacientes, e infecções ou lesões no braço e na mão são causas comuns na axila (Gaddey e Riegel, AFP, 2016) História, exame físico e, conforme o caso, imagem
Lipoma Tumor de partes moles, citado entre as causas de massa na axila (Gupta et al., 2017) Ultrassom e avaliação médica

Um linfonodo que persiste por mais de 4 a 6 semanas é um dos fatores que levam o médico a investigar (Gaddey e Riegel, 2016). Há páginas específicas sobre linfonodo axilar e caroço na axila.

Mama acessória tem risco de câncer?

O risco existe como em qualquer tecido mamário, mas os casos são raros. Como o tecido ectópico sofre os mesmos processos do tecido habitual (Bae e Yang, 2022), ele pode ter alterações como mastite, doença fibrocística e carcinoma (Mazine et al., 2020).

Tumores malignos em tecido de mama acessória representam cerca de 0,3% a 0,6% de todos os cânceres de mama, e a recomendação é avaliar a mama acessória com as mesmas estratégias usadas para a mama em posição habitual (Lee et al., 2025). Um relato de câncer em tecido ectópico da axila mostrou que ele pode se apresentar como aumento progressivo de linfonodo, sem alteração na mama, o que atrasa o diagnóstico (Boukroute et al., Radiol Case Rep, 2025). São relatos isolados, que explicam por que o médico olha com atenção, e não motivo para susto.

O rastreamento segue as regras gerais: SBM, CBR e Febrasgo recomendam mamografia anual a partir dos 40 anos, e dizem que, diante de alterações clínicas, em qualquer idade, a mulher deve procurar o médico e fazer os exames solicitados (SBM, CBR e Febrasgo, 2024).

Quando avaliar e o que pode ser feito

Marque consulta com mastologista nestas situações (a lista orienta, não diagnostica):

  1. Um caroço ou inchaço novo na axila, ou que cresce, endurece ou muda de forma. O INCA cita pequenos nódulos nas axilas entre os sinais que devem sempre ser investigados por um médico (INCA), e o NCI inclui o caroço sob o braço entre as alterações para checar com o médico (NCI, 2025).
  2. Dor ou saída de líquido pelo local (Singal et al., 2016), ou alteração na pele (NCI, 2025).
  3. Aumento do volume durante a gravidez, a amamentação ou o ciclo, sobretudo se incomoda (Mazine et al., 2020; Wang et al., 2005).
  4. Dúvida sobre se é pinta, gordura, linfonodo ou tecido de mama, porque o achado costuma ser confundido (Mazine et al., 2020).
  5. Incômodo estético ou limitação do movimento do braço (Singal et al., 2016).

Quanto ao tratamento, a literatura não é única. A mama acessória costuma ser assintomática e pede tratamento quando dá sintoma ou quando abriga doença maligna (Hiremath et al., 2015), enquanto outros autores defendem a retirada da polimastia pelo risco de as mesmas lesões da mama habitual (Somma et al., Ann Ital Chir, 2012). As opções incluem procedimentos cirúrgicos como a lipoaspiração e a excisão, e não há um algoritmo único: a escolha considera se o tecido é gordura ou glândula, a quantidade, a flacidez da pele e a presença de mamilo acessório (Kurtzman et al., 2023). A decisão é individual.

Na Preciore, a consulta com mastologista, a ultrassonografia mamária e a mamografia são feitas no mesmo endereço, no Jardim Renascença, em São Luís, quando o médico as indica.

Fontes consultadas:

Perguntas frequentes

O que é mama acessória na axila?

É tecido mamário a mais, fora do lugar habitual, que se forma ao longo da linha do leite, da axila à virilha, e tem a axila como local mais comum (Park et al., 2024). Pode ser só gordura ou glândula, com ou sem mamilo (Kurtzman et al., 2023). Cada caso exige avaliação médica.

Por que a mama acessória aparece ou aumenta na gravidez e na amamentação?

Porque o tecido é mamário e responde aos hormônios. A polimastia pode só ficar evidente com os hormônios da puberdade (Loukas et al., 2007), e há relatos de massa axilar que surge na gravidez ou na lactação (Mazine et al., 2020; Wang et al., 2005).

Mama acessória dói e incha antes da menstruação?

Pode. Um relato descreve uma adolescente com inchaço doloroso na axila durante a menstruação, que era tecido mamário com alteração fibrocística (Wang et al., 2005). Dor na axila também tem outras causas comuns, então a avaliação médica é o que esclarece o motivo.

Como saber se o caroço na axila é mama acessória ou linfonodo?

Só o exame esclarece. O toque nem sempre separa os dois: um relato descreveu um diagnóstico clínico de lipoma que, pela imagem e pela análise do tecido, era mama acessória (Mazine et al., 2020). Linfonodo que persiste por mais de 4 a 6 semanas também pede investigação (Gaddey e Riegel, 2016).

Mama acessória pode virar câncer?

O tecido pode ter as mesmas alterações da mama habitual, incluindo carcinoma (Mazine et al., 2020), mas os casos são raros: cerca de 0,3% a 0,6% de todos os cânceres de mama (Lee et al., 2025). Por isso a conduta é a mesma de uma mama em posição habitual.

Qual exame mostra a mama acessória, ultrassom ou mamografia?

Os dois podem ser usados, e a escolha depende do caso. A axila costuma ser incluída na mamografia e no ultrassom (Gupta et al., 2017), e a incidência da cauda axilar pode ser acrescentada para estudar o tecido na axila (Lee et al., 2025). A decisão é do médico.

Precisa operar a mama acessória?

Nem sempre. A literatura descreve tratamento quando há sintoma ou suspeita de doença (Hiremath et al., 2015), e há autores que defendem a retirada da polimastia (Somma et al., 2012). As opções variam conforme o tipo de tecido (Kurtzman et al., 2023), e a decisão é individual.

Resumo

Mama acessória é tecido mamário a mais, mais comum na axila, descrito em cerca de 2% a 6% das mulheres e em geral benigno (Kurtzman et al., 2023; Hiremath et al., 2015). Ela pode mudar com os hormônios, na puberdade, no ciclo, na gravidez e na amamentação, e por isso costuma ser notada nessas fases.

Como o toque nem sempre diferencia mama acessória, linfonodo e lipoma, a avaliação por exame clínico e imagem é o caminho. O tecido segue as mesmas regras da mama, e o rastreamento continua valendo.

Este texto é educativo e não substitui a consulta. Se notou um caroço na axila, agende uma avaliação com mastologista.

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A equipe da Preciore atende em São Luís, no Jardim Renascença, com consulta e exames no mesmo endereço.

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