Tratamento do câncer de mama: as quatro frentes e como se combinam
Cirurgia, radioterapia, quimioterapia e as terapias hormonal, alvo e imunoterapia: o que cada frente faz, por que a ordem muda e quem conduz cada etapa.
Marcio MoreiraEstrategista de conteúdo e SEOPublicado em 24 de outubro de 2026
Tratamento do câncer de mama: as quatro frentes e como se combinam
Neste artigo você vai descobrir:
- As quatro frentes do tratamento: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e as terapias hormonal, alvo e imunoterapia
- O que significa tratar antes ou depois da cirurgia (neoadjuvante e adjuvante)
- Por que não existe um protocolo único e quem decide a combinação
- Onde cada etapa acontece e o que a Preciore faz na consulta e no acompanhamento
As quatro frentes em resumo
O tratamento do câncer de mama costuma combinar mais de um tipo de tratamento, e a combinação muda de mulher para mulher. Neste texto, as opções foram organizadas em quatro frentes: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e as terapias hormonal, alvo e imunoterapia. O National Cancer Institute (NCI) explica que o plano pode incluir mais de um tipo de tratamento, que há abordagens diferentes para cada tipo e estádio do câncer, e que a paciente e a equipe decidem juntas (NCI, 2025). O INCA acrescenta que o tratamento habitualmente envolve cirurgia, quimioterapia ou hormonioterapia e radioterapia, e que, por ser uma doença complexa, exige a cooperação de diferentes profissionais (INCA, 2017).
Isso quer dizer que nenhuma mulher faz, necessariamente, as quatro frentes. Este texto é informativo, não indica tratamento e não prevê o desfecho de ninguém. Cada caso exige avaliação médica.
Cirurgia: retirar o tumor
A maioria das pessoas com câncer de mama passa por cirurgia para retirar o tumor e uma parte do tecido ao redor. Os dois tipos principais são a cirurgia conservadora, chamada lumpectomia, em que se preserva a mama, e a mastectomia, em que a mama é retirada, com ou sem reconstrução. A cirurgia também pode incluir a avaliação dos linfonodos próximos, em geral pela biópsia do linfonodo sentinela (NCI, 2025).
A reconstrução da mama, nas mulheres que passam por mastectomia, deve ser sempre discutida com a equipe multidisciplinar (INCA, 2017). Quem indica e conduz a cirurgia é a mastologista.
Radioterapia: tratar a região da mama
A radioterapia usa raios X de alta energia, ou outros tipos de radiação, para destruir células de câncer ou impedir que elas cresçam. É um tratamento local, dado em uma série de sessões, e, na maior parte das vezes, feito de forma ambulatorial, sem internação. O número de sessões depende de detalhes do câncer, como o tamanho e a localização do tumor (NCI, 2025).
Alguns pontos que o NCI descreve:
- Costuma começar cerca de um ou dois meses depois da cirurgia, porque a radiação pode atrasar a cicatrização.
- Quando há quimioterapia, em geral começa cerca de um mês depois do fim dela.
- Na radioterapia da mama inteira, a maioria das pessoas faz uma sessão por dia, de segunda a sexta, por cerca de 5 a 6 semanas, e em alguns casos em 4 semanas ou menos. A equipe recomenda o esquema adequado a cada caso (NCI, 2025).
A Preciore não realiza radioterapia. Ela é feita em serviço de radioterapia, e a clínica segue no acompanhamento da paciente.
Quimioterapia: medicamentos que agem no corpo todo
A quimioterapia usa medicamentos que impedem as células de câncer de crescer, matando-as ou impedindo que se dividam. Em geral é sistêmica, ou seja, alcança o corpo inteiro, e é aplicada na veia ou tomada por via oral (NCI, 2025).
Muitas mulheres com câncer de mama fazem quimioterapia, mas nem todas. Em casos iniciais sem alto risco de recorrência, ela pode não ser necessária, e testes que analisam vários genes do tumor ajudam a estimar quem tem probabilidade de se beneficiar (NCI, 2025). Pode ser dada em momentos diferentes:
- Depois da cirurgia (adjuvante), para eliminar células que possam ter restado e reduzir o risco de o câncer voltar.
- Antes da cirurgia (neoadjuvante), às vezes para reduzir tumores grandes e tornar possível a cirurgia conservadora, ou para diminuir o número de linfonodos a retirar.
- Em outras situações, como quando a doença não pode ser tratada com cirurgia ou reaparece depois do tratamento inicial (NCI, 2025).
Na Preciore, a quimioterapia é definida e acompanhada na consulta de oncologia, mas a infusão é feita em serviço de quimioterapia, com a equipe da clínica orientando cada etapa e mantendo o acompanhamento entre os ciclos.
Terapias hormonal, alvo e imunoterapia: o tratamento segue o perfil do tumor
A quarta frente reúne tratamentos medicamentosos escolhidos pelo perfil do tumor. Esse perfil vem de exames feitos no material da biópsia. O INCA recomenda que todo diagnóstico seja complementado com a avaliação do receptor hormonal e do HER2 (INCA, 2017).
Terapia hormonal (hormonioterapia). Retarda ou interrompe o crescimento de alguns tumores ao bloquear a produção de hormônios ou o efeito deles nas células do câncer. É indicada quando as células têm receptores hormonais, o que ocorre em cerca de 80% dos cânceres de mama, e não funciona nos tumores sem esses receptores. O tipo escolhido depende da menopausa, do desejo de preservar a fertilidade e do estádio. Não se confunde com a terapia hormonal da menopausa (NCI, 2026). Os estudos mostram que, tomada por 5 anos ou mais, ela pode reduzir o risco de novo câncer de mama, de recorrência e de morte pela doença (NCI, 2026), e a diretriz da ASCO discute estender o tratamento até 10 anos no total em casos selecionados, em decisão compartilhada entre a paciente e a médica (ASCO, 2019).
Terapia-alvo. Atua sobre proteínas que controlam como as células do câncer crescem, se dividem e se espalham. Pode ser uma opção em tumores HER2 positivos, com receptores hormonais, triplo-negativos ou ligados a mutação BRCA, e pode começar antes ou depois da cirurgia (NCI, 2025).
Imunoterapia. Ajuda o sistema imune da própria paciente a combater o câncer. Segundo o NCI, pode ser indicada no câncer de mama triplo-negativo, e entra apenas em situações selecionadas, definidas pela oncologista (NCI, 2025). Aqui, a informação serve para conhecer o termo, e não para esperar que ela faça parte de todo plano.
Como as frentes se combinam e por que a ordem muda
Não existe um protocolo único. A ordem depende do estádio, do subtipo do tumor e das características da paciente. Veja exemplos de como as sequências podem se organizar, a partir do que o NCI descreve:
| Situação | Combinação possível |
|---|---|
| Tumor operável | Cirurgia, depois radioterapia, e terapia hormonal ou alvo quando indicadas |
| Tumor em que se quer reduzir antes de operar | Tratamento medicamentoso antes (neoadjuvante), e cirurgia depois |
| Quimioterapia e radioterapia no mesmo plano | Radioterapia começa cerca de um mês depois do fim da quimioterapia |
A radioterapia pode ser dada ao mesmo tempo que a terapia hormonal ou a terapia-alvo (NCI, 2025). Por isso o plano é montado por mais de um especialista: a mastologista e a oncologista conduzem juntas a decisão sobre operar primeiro ou tratar primeiro.
Sobre o início, a Lei nº 12.732/2012 prevê que o paciente com câncer tenha direito de iniciar o primeiro tratamento no SUS em até 60 dias a partir do laudo patológico, ou em prazo menor, conforme a necessidade registrada em prontuário. A lei considera iniciado o tratamento com a cirurgia, a radioterapia ou a quimioterapia (Lei nº 12.732, 2012). É um prazo legal do SUS, e não um prazo da Preciore.
Onde cada etapa acontece e o que a Preciore faz
A Preciore faz a consulta com mastologista, em que se investiga, se opera e se acompanha a mama, e a consulta com oncologista, em que o tratamento medicamentoso é definido e acompanhado. A Drª. Noele de Jesus Barros Gomes, oncologista clínica (CRM/MA 6993, RQE 1799), integra o corpo clínico e acompanha mulheres em tratamento de câncer de mama. Veja o perfil em equipe: Drª. Noele Gomes.
Cada etapa é conduzida pelo serviço adequado: a clínica define o plano e acompanha a paciente, a radioterapia e a infusão de quimioterapia acontecem em outros serviços, e a equipe segue orientando. Ao longo do tratamento, a paciente conta ainda com enfermagem de navegação, nutrição oncológica, psicoterapia e fisioterapia pós-cirurgia. O INCA recomenda esse tipo de acompanhamento por equipe multidisciplinar, que inclua médicos, assistente social, enfermeiro, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo (INCA, 2017).
Para entender quando cada especialista entra, leia mastologia ou oncologia: qual a diferença, e, para a fase seguinte ao tratamento, depois da última quimioterapia: o que muda.
Fontes consultadas:
- Breast Cancer Treatment, National Cancer Institute, 2025. https://www.cancer.gov/types/breast/treatment
- Breast Cancer Surgery, Radiation for Breast Cancer e Chemotherapy for Breast Cancer, National Cancer Institute, postados em 02/12/2025. https://www.cancer.gov/types/breast/treatment/surgery, https://www.cancer.gov/types/breast/treatment/radiation e https://www.cancer.gov/types/breast/treatment/chemotherapy
- Targeted Therapy for Breast Cancer e Immunotherapy for Breast Cancer, National Cancer Institute, postados em 02/12/2025. https://www.cancer.gov/types/breast/treatment/targeted-therapy e https://www.cancer.gov/types/breast/treatment/immunotherapy
- Hormone Therapy for Breast Cancer, National Cancer Institute, atualizado em 23/09/2026. https://www.cancer.gov/types/breast/treatment/hormone-therapy
- Recomendações do INCA para reduzir a mortalidade por câncer de mama no Brasil, INCA, Ministério da Saúde, 2017. https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/recomendacoes-cancer-de-mama-inca-2017_0.pdf
- Burstein HJ e colaboradores. Adjuvant Endocrine Therapy for Women With Hormone Receptor-Positive Breast Cancer: ASCO Clinical Practice Guideline Focused Update. Journal of Clinical Oncology, 2019. DOI 10.1200/JCO.18.01160. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30452337/
- Lei nº 12.732, de 22 de novembro de 2012, Presidência da República. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12732.htm
Perguntas frequentes
Quais são os tipos de tratamento para câncer de mama?
Cirurgia e radioterapia agem no local, e a quimioterapia, a terapia hormonal, a terapia-alvo e a imunoterapia são medicamentosas e agem no corpo todo (NCI, 2025). O plano pode combinar mais de um tipo e depende do estádio e do subtipo do tumor.
Todo câncer de mama precisa de quimioterapia?
Não. Muitas mulheres fazem quimioterapia, mas nem todas: em tumores iniciais sem alto risco de recorrência ela pode ser dispensada, e testes de vários genes do tumor ajudam a estimar quem se beneficia (NCI, 2025). A decisão cabe à oncologista, caso a caso.
O que vem primeiro no tratamento do câncer de mama, a cirurgia ou a quimioterapia?
Depende do caso. O tratamento medicamentoso pode vir antes da cirurgia (neoadjuvante), para reduzir o tumor, ou depois (adjuvante), para diminuir o risco de recorrência (NCI, 2025). A mastologista e a oncologista decidem juntas a sequência adequada para cada paciente.
Qual a diferença entre quimioterapia e hormonioterapia?
A quimioterapia usa medicamentos que impedem as células do câncer de crescer e se dividir. A hormonioterapia bloqueia a produção de hormônios ou o efeito deles, e só funciona em tumores com receptores hormonais (NCI, 2025; NCI, 2026). Uma não substitui a outra: a escolha vem do perfil do tumor.
A Preciore faz radioterapia e quimioterapia?
A Preciore faz a consulta de mastologia e a de oncologia, define e acompanha o tratamento e conduz o seguimento. A radioterapia não consta entre os serviços da clínica, e a infusão da quimioterapia é feita em serviço de quimioterapia, com a equipe orientando cada etapa.
Quanto tempo dura o tratamento do câncer de mama?
Varia muito de caso para caso. Como referência, na radioterapia da mama inteira a maioria faz sessões de segunda a sexta por cerca de 5 a 6 semanas (NCI, 2025), e a terapia hormonal, quando indicada, é tomada por 5 anos ou mais (NCI, 2026). A oncologista explica o plano completo.
Resumo
O tratamento do câncer de mama reúne quatro frentes: cirurgia, radioterapia, quimioterapia e as terapias hormonal, alvo e imunoterapia. Elas se combinam de formas diferentes, conforme o estádio e o subtipo do tumor, e a ordem também muda, porque o tratamento medicamentoso pode vir antes ou depois da cirurgia.
Na Preciore há consulta de mastologia e de oncologia e o acompanhamento ao longo do caminho, e cada etapa é conduzida pelo serviço adequado. Este texto é informativo e não indica tratamento: cada caso exige avaliação médica.
O que você pensa disso?
O que você gostaria de entender melhor sobre o tratamento do câncer de mama?
Vote e conte qual frente do tratamento você mais quer entender.
Ficou com alguma dúvida sobre o seu caso?
A equipe da Preciore atende em São Luís, no Jardim Renascença, com consulta e exames no mesmo endereço.
Agendar pelo WhatsApp