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Ginecomastia grau 1: os graus de 1 a 4 e o que muda em cada

Entenda como a ginecomastia é classificada em graus, a diferença entre glândula e gordura, as causas mais comuns e quando o aumento da mama masculina deve ser investigado.

Marcio Moreira, Estrategista de conteúdo e SEO do blog da Clínica PrecioreMarcio MoreiraEstrategista de conteúdo e SEOPublicado em 04 de novembro de 2026
Estetoscópio sobre uma pasta fechada, ao lado de uma fita métrica e de um copo de água, em uma mesa de madeira clara de consultório iluminado

Ginecomastia grau 1: os graus de 1 a 4 e o que muda em cada

Neste artigo você vai descobrir:

  • O que é a ginecomastia grau 1 e como as escalas de Simon, Rohrich e Cordova descrevem os graus
  • Como diferenciar ginecomastia verdadeira, com glândula, de pseudoginecomastia, só de gordura
  • Quais são as causas mais comuns, de puberdade a medicamentos e doenças
  • Quando investigar, como é a avaliação e o que muda no tratamento conforme o grau e a causa

Ginecomastia grau 1 é o aumento pequeno da mama masculina, com tecido glandular que se sente sob a aréola e sem sobra de pele. Os graus seguintes descrevem aumentos maiores e, nos mais altos, pele sobrando e mama mais caída (Soliman e colaboradores, 2017). Não existe uma escala única, e o grau informa o tamanho e a forma da mama, não a causa. Quem orienta a conduta é a causa, junto com o tempo de evolução (Cuhaci e colaboradores, 2014). Cada caso exige avaliação médica.

Ginecomastia grau 1 e os demais graus: como a classificação funciona

Duas escalas aparecem com mais frequência na literatura. A de Simon e colaboradores, de 1973, avalia o volume da mama e a sobra de pele. A de Rohrich e colaboradores, de 2003, estima o volume de tecido em excesso e a queda da mama, a chamada ptose (Holzmer e colaboradores, 2020).

Grau de Simon Descrição
I Aumento pequeno, sem sobra de pele
IIa Aumento moderado, sem sobra de pele
IIb Aumento moderado, com sobra de pele
III Aumento acentuado, com sobra de pele

Fonte da tabela: Soliman e colaboradores, 2017, descrevendo a escala de Simon.

Grau de Rohrich Descrição
1 Aumento mínimo (menos de 250 g), sem ptose
2 Aumento moderado (250 a 500 g), sem ptose
3 Aumento grave (mais de 500 g), com ptose de grau 1
4 Aumento grave, com ptose de grau 2 ou 3

Fonte da tabela: Soliman e colaboradores, 2017, descrevendo a escala de Rohrich.

Há ainda a escala de Cordova e Moschella, que também tem quatro graus e se baseia na posição da aréola e do mamilo em relação à prega sob a mama. Nos graus I e II, o complexo areolar fica acima da prega. No grau III, fica na altura da prega ou até 1 cm abaixo. No grau IV, fica mais de 1 cm abaixo (Cordova e Moschella, 2008).

Na prática, "grau 1" em uma escala não é igual a "grau 1" em outra, e por isso vale perguntar ao médico qual classificação foi usada. Outro cuidado: o grau mede tamanho. Uma ginecomastia pequena pode ter uma causa que merece investigação, e uma grande pode ser benigna e estável.

Ginecomastia ou pseudoginecomastia: glândula ou gordura?

Ginecomastia é a proliferação benigna do tecido glandular da mama no homem (Kanakis e colaboradores, 2019). Já a pseudoginecomastia, também chamada de lipomastia, é o aumento do peito por acúmulo de gordura, sem proliferação da glândula, comum em homens com excesso de peso (Soliman e colaboradores, 2017). Os dois quadros podem coexistir.

Essa distinção vem antes do grau, porque o primeiro passo da avaliação é afastar a pseudoginecomastia (Johnson e Murad, 2009). O exame clínico faz isso: com o paciente deitado, o médico segura a mama entre o polegar e o indicador e aproxima os dedos. Na ginecomastia verdadeira, sente-se um disco de tecido firme em volta da aréola. Na pseudoginecomastia, os dedos não encontram resistência até chegar ao mamilo (Cuhaci e colaboradores, 2014). Quando o exame deixa dúvida, a diretriz da Associação Europeia de Andrologia sugere o exame de imagem da mama (Kanakis e colaboradores, 2019).

Causas da ginecomastia: puberdade, peso, medicamentos, hormônios e doenças

A ginecomastia costuma refletir um desequilíbrio entre a ação do estrogênio e a da testosterona (Cuhaci e colaboradores, 2014). Entre as situações associadas:

  • Puberdade. Atinge cerca de metade dos meninos no meio da puberdade, e em mais de 90% dos casos desaparece sozinha em até 24 meses (Kanakis e colaboradores, 2019).
  • Idade. A frequência aumenta com os anos e, nos adultos, a investigação pode revelar uma doença de base em cerca de 45% a 50% dos casos (Kanakis e colaboradores, 2019).
  • Excesso de peso. O tecido gorduroso converte testosterona em estrogênio, e a ginecomastia é mais frequente em adolescentes obesos (Soliman e colaboradores, 2017).
  • Medicamentos e outras substâncias. Segundo uma revisão, respondem por até 25% dos casos. Entram hormônios ou substâncias com ação parecida com a do estrogênio, remédios que bloqueiam hormônios masculinos, diuréticos que bloqueiam a aldosterona, alguns remédios para pressão e coração, antidepressivos tricíclicos, esteroides anabolizantes e maconha (Cuhaci e colaboradores, 2014; Holzmer e colaboradores, 2020). Nunca suspenda um remédio por conta própria: a troca ou a suspensão é decisão de quem o prescreveu.
  • Doenças. Cirrose, hipertireoidismo, insuficiência renal, hipogonadismo (testosterona baixa) e, mais raramente, tumores que produzem hormônios (Cuhaci e colaboradores, 2014).
  • Sem causa identificada. Quando todos os exames saem normais, o diagnóstico é de ginecomastia idiopática (Johnson e Murad, 2009).

Quando investigar a ginecomastia

Um homem saudável, com ginecomastia estável há muito tempo e história e exame sem alterações, em geral não precisa de investigação adicional. Dor ou sensibilidade que antes não existiam, aumento de início recente, crescimento rápido ou mama maior que 5 cm pedem avaliação (Cuhaci e colaboradores, 2014). Em adolescentes com exame normal, o acompanhamento costuma ser repetido a cada 6 meses (Cuhaci e colaboradores, 2014).

Outros sinais merecem consulta sem demora: nódulo em uma só mama, duro, irregular e fora da aréola, retração do mamilo, alteração da pele ou ínguas na axila podem sugerir câncer de mama, que é raro no homem (Cuhaci e colaboradores, 2014). A diretriz europeia lembra que a ginecomastia não deve ser considerada uma condição pré-maligna (Kanakis e colaboradores, 2019). O texto sobre câncer de mama em homens e por que o diagnóstico demora detalha esses sinais, e a página sobre ginecomastia resume o tema.

Como a ginecomastia é avaliada

A avaliação reúne etapas que o médico combina conforme cada caso (Kanakis e colaboradores, 2019; Cuhaci e colaboradores, 2014):

  • História clínica: quando começou, há quanto tempo evolui, se dói, que remédios e substâncias a pessoa usa.
  • Exame físico: das mamas e também dos testículos, porque alguns tumores testiculares podem causar ginecomastia.
  • Exames de sangue, quando indicados: hormônios sexuais, tireoide, prolactina e função do fígado e dos rins.
  • Exame de imagem, quando o exame clínico deixa dúvida: o ultrassom mamário é muito usado e mais confortável para o homem, e a mamografia entra quando há suspeita de câncer. Em adolescentes, a mamografia não é rotina (Soliman e colaboradores, 2017).
  • Biópsia: reservada ao achado suspeito de malignidade, geralmente por agulha.

Na Preciore, a consulta com mastologista inclui a avaliação de ginecomastia no homem, e o médico pode indicar a ultrassonografia mamária quando houver necessidade.

O que muda no tratamento conforme o grau e a causa

O tratamento depende de três fatores: a causa, o tempo de evolução e o grau. Em muitos casos de início recente, só o acompanhamento é necessário, porque a ginecomastia com menos de 6 meses costuma regredir sozinha (Cuhaci e colaboradores, 2014). Depois de cerca de 1 ano, o tecido glandular tende a ser substituído por tecido fibroso, e a regressão completa fica menos provável (Cuhaci e colaboradores, 2014). Por isso o tempo pesa tanto quanto o grau.

  • Causa tratável. Tratar a doença de base ou rever o remédio, sob orientação médica, e acompanhar. A diretriz europeia recomenda observar depois de tratar a causa ou de suspender a substância envolvida (Kanakis e colaboradores, 2019).
  • Medicamentos hormonais. A testosterona só deve ser oferecida a quem tem deficiência comprovada, e o uso rotineiro de remédios que bloqueiam o estrogênio ou inibem sua produção não é recomendado pela diretriz (Kanakis e colaboradores, 2019). Nenhum tratamento clínico faz a ginecomastia desaparecer por completo (Cuhaci e colaboradores, 2014). Não comece nada por conta própria.
  • Cirurgia. Fica para a ginecomastia de longa duração que não regride, e o tipo de operação depende do tamanho da mama e da quantidade de gordura (Kanakis e colaboradores, 2019). Nos graus em que a aréola está acima da prega, técnicas como a lipoaspiração e a retirada da glândula costumam bastar, e quando há sobra de pele é preciso também retirá-la (Cordova e Moschella, 2008).

O artigo sobre cirurgia de ginecomastia trata dessa etapa. Se você notou aumento da mama, anote há quanto tempo, se dói e quais remédios usa, e leve essas informações para a consulta.

Fontes consultadas:

Perguntas frequentes

O que é ginecomastia grau 1?

É o aumento pequeno da mama masculina, com tecido glandular palpável sob a aréola e sem sobra de pele, o que corresponde ao grau I da escala de Simon (Soliman e colaboradores, 2017). O grau descreve o tamanho, não a causa, que precisa ser avaliada pelo médico.

Quais são os graus de ginecomastia?

Há mais de uma escala. A de Simon tem os graus I, IIa, IIb e III, e a de Rohrich tem quatro graus, de 1 a 4, conforme o volume e a queda da mama (Soliman e colaboradores, 2017). A de Cordova e Moschella também tem quatro graus, pela posição da aréola em relação à prega sob a mama (Cordova e Moschella, 2008).

Ginecomastia grau 1 regride sozinha?

Pode regredir, principalmente na puberdade: em mais de 90% dos casos desaparece sozinha em até 24 meses (Kanakis e colaboradores, 2019). Em adultos, quadros com menos de 6 meses costumam regredir, e depois de cerca de 1 ano a regressão completa é menos provável (Cuhaci e colaboradores, 2014).

Como saber se é ginecomastia ou gordura no peito?

O exame clínico diferencia. Na ginecomastia verdadeira, o médico sente um disco de tecido firme em volta da aréola. Na pseudoginecomastia, que é acúmulo de gordura, os dedos não encontram resistência até o mamilo (Cuhaci e colaboradores, 2014). Se houver dúvida, o médico pode pedir exame de imagem.

Ginecomastia pode virar câncer de mama?

A diretriz europeia de ginecomastia afirma que ela não deve ser considerada uma condição pré-maligna (Kanakis e colaboradores, 2019). O que exige avaliação sem demora é um nódulo duro, irregular, em uma só mama, com retração do mamilo, alteração da pele ou ínguas na axila (Cuhaci e colaboradores, 2014).

Quais exames investigam a ginecomastia?

O ponto de partida é a história clínica e o exame físico das mamas e dos testículos. Conforme o caso, entram exames de sangue, como hormônios, tireoide, prolactina e função do fígado e dos rins, e exame de imagem da mama quando o exame clínico deixa dúvida (Kanakis e colaboradores, 2019).

Resumo

Ginecomastia grau 1 é o aumento pequeno da mama masculina, sem sobra de pele. Existem várias escalas, como as de Simon, Rohrich e Cordova, e o grau descreve tamanho e forma, não a causa (Soliman e colaboradores, 2017).

O que orienta a conduta é saber se há glândula ou só gordura, qual a causa e há quanto tempo o quadro evolui. Aumento recente, dor, crescimento rápido ou nódulo duro em uma só mama pedem consulta. Cada caso exige avaliação médica presencial.

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