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Perimenopausa e mamas: sensibilidade, densidade e rastreamento

Na perimenopausa, as mamas podem ficar mais sensíveis e a densidade tende a diminuir. Veja o que as fontes brasileiras dizem sobre a mamografia nessa fase, sem indicar tratamento.

Marcio Moreira, Estrategista de conteúdo e SEO do blog da Clínica PrecioreMarcio MoreiraEstrategista de conteúdo e SEOPublicado em 14 de outubro de 2026
Mesa de madeira com caneca de chá, leque de papel dobrado, agenda aberta com caneta e uma manta de tricô sobre a cadeira

Perimenopausa e mamas: sensibilidade, densidade e rastreamento

Neste artigo você vai descobrir:

  • A resposta direta: o que muda e o que não muda nas mamas durante a perimenopausa
  • Por que a sensibilidade e a dor nas mamas aparecem nessa fase e quando levar a queixa à consulta
  • O que os estudos mostram sobre a mudança da densidade mamária na transição
  • O que dizem as fontes brasileiras sobre a idade de fazer mamografia

Perimenopausa e mamas: o que pode mudar e o que segue igual

Na perimenopausa, as mamas podem ficar mais sensíveis por causa da oscilação dos hormônios, a densidade da mama tende a diminuir em média ao longo da transição, e o rastreamento continua seguindo a idade e o risco, não a fase hormonal. O Ministério da Saúde descreve dor nas mamas (mastalgia) como queixa que algumas mulheres relatam principalmente na perimenopausa, refletindo a intensa flutuação do estrogênio (Ministério da Saúde, 2008). Estudos com milhares de mulheres mostram queda média da densidade mamográfica na transição (Burton e colaboradores, 2017; Engmann e colaboradores, 2019). E as diretrizes brasileiras definem a mamografia por faixa etária (Urban e colaboradores, 2023; INCA).

Este texto explica as três coisas, sem indicar tratamento hormonal e sem substituir a consulta. Cada caso exige avaliação médica.

O que é a perimenopausa

O Ministério da Saúde adota a definição da Organização Mundial da Saúde: o climatério é uma fase biológica da vida da mulher, e não uma doença, que marca a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo. A menopausa é um marco dessa fase, correspondendo à última menstruação, só reconhecida depois de 12 meses, e costuma acontecer em torno dos 48 aos 50 anos (Ministério da Saúde, 2008).

A perimenopausa é o período próximo da menopausa, em que as alterações hormonais ficam mais intensas e os ciclos podem encurtar ou alongar. Nessa fase, o estradiol sofre flutuações importantes e pode chegar a subir bastante (Ministério da Saúde, 2008). É essa flutuação que o manual associa à mastalgia, como veremos a seguir.

Sensibilidade e dor nas mamas na perimenopausa

A sensibilidade nas mamas é uma queixa comum, e não costuma ser sinal de câncer. O manual do Ministério da Saúde registra a mastalgia como queixa que algumas mulheres relatam sobretudo na perimenopausa, refletindo a flutuação do estrogênio (Ministério da Saúde, 2008). A literatura médica divide a dor mamária em três grupos: cíclica, ligada ao ciclo menstrual; não cíclica, sem relação com o ciclo; e a que vem de fora da mama, como da parede do tórax (Smith e colaboradores, 2004).

O que as revisões dizem sobre risco e conduta:

  • O risco de câncer em quem procura atendimento com dor na mama como único sintoma é extremamente baixo (Smith e colaboradores, 2004).
  • O câncer raramente é a causa da dor, mas deve ser excluído, com história clínica, exame físico e, quando necessário, exame de imagem direcionado (ElSherif e Valente, 2022).
  • Depois da avaliação, a maioria das pacientes responde bem à tranquilização e a medidas não medicamentosas (Smith e colaboradores, 2004).

A dor pode ser intensa a ponto de atrapalhar a rotina (Smith e colaboradores, 2004). Se for o seu caso, ou se aparecer uma mudança nova, como um caroço, vale marcar consulta. Para entender os tipos de dor, veja dor na mama (mastalgia): quando é do ciclo e quando investigar. Para os sinais que pedem avaliação, veja câncer de mama: sintomas e sinais que pedem avaliação.

Densidade mamária na perimenopausa: o que costuma acontecer

A densidade mamográfica mede a proporção de tecido glandular e fibroso em relação à gordura na imagem. Em média, ela cai com a idade e a queda é mais marcada durante a transição menopausal:

  • Uma análise conjunta com mais de 11 mil mulheres de 22 países mostrou que a densidade diminui com a idade já antes da menopausa, continua depois dela e é mais pronunciada ao longo da transição menopausal (Burton e colaboradores, 2017).
  • Um estudo com 2.586 mulheres saudáveis, que tinham mamografias de antes da menopausa e de depois dela, encontrou queda média do volume denso e queda maior em quem tinha densidade mais alta antes da menopausa (Engmann e colaboradores, 2019).

Duas ressalvas. Primeira: são médias, e o que acontece com cada mulher varia. Segunda: a densidade é uma característica da imagem, e não uma doença, mas ela entra na conversa do rastreamento porque a densidade mamográfica é um dos fatores de risco mais fortes para o câncer de mama (Burton e colaboradores, 2017). Para entender como o laudo descreve esse achado, veja mama densa no laudo: o que significa e o que muda.

Rastreamento por idade: o que dizem as fontes brasileiras

A principal ideia: o rastreamento na perimenopausa segue a idade e o risco, e não o fato de a menstruação estar irregular. As duas referências abertas que consultamos têm recomendações diferentes, e é útil conhecer ambas:

Fonte Faixa de idade Frequência
CBR, SBM e Febrasgo (2023) 40 a 74 anos, risco habitual Mamografia anual
INCA e Ministério da Saúde (desde setembro de 2025) 50 a 74 anos Mamografia a cada dois anos

As três sociedades médicas recomendam mamografia anual de 40 a 74 anos para mulheres de risco habitual, com tecnologia digital preferencialmente. Para mulheres com mamas densas, a ultrassonografia anual pode ser considerada como complemento à mamografia (Urban e colaboradores, 2023).

O INCA, que orienta o rastreamento populacional do SUS, informa que, em setembro de 2025, a faixa prioritária passou a ser de 50 a 74 anos, com mamografia a cada dois anos, e que mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 que desejarem fazer o exame podem fazê-lo, desde que orientadas por profissionais de saúde sobre riscos e benefícios (INCA, câncer de mama, versão para profissionais de saúde).

Como a menopausa costuma acontecer em torno dos 48 aos 50 anos (Ministério da Saúde, 2008), a perimenopausa costuma coincidir com a faixa em que as duas recomendações divergem, dos 40 aos 49 anos. Por isso a dúvida é tão comum. Quem deve começar aos 40, quem espera os 50 e quem precisa de exames complementares é uma decisão da mastologista ou da ginecologista, que considera histórico familiar, exames anteriores e densidade. Para ver as regras por idade, veja mamografia: a partir de que idade fazer e rastreamento mamográfico: como funciona e de quanto em quanto tempo.

E a reposição hormonal? O texto específico

Muita gente que pesquisa perimenopausa chega à pergunta sobre terapia hormonal. O blog tem um texto só sobre isso, que mostra o que os estudos dizem sobre o risco de câncer de mama sem recomendar nem desaconselhar tratamento: reposição hormonal aumenta o risco de câncer de mama? O que se sabe. A decisão de usar ou não é individual e cabe a você e à sua médica.

Perguntas para levar à consulta

  • Minha sensibilidade nas mamas combina com o meu ciclo ou é algo novo?
  • Quando devo fazer a próxima mamografia, considerando a minha idade e o meu histórico?
  • O meu laudo fala em mama densa? O que isso muda no meu acompanhamento?
  • Preciso de ultrassonografia como complemento?

Na Preciore, clínica de mastologia e diagnóstico por imagem em São Luís, a consulta com mastologista parte da sua história, e a mamografia digital e a ultrassonografia mamária podem ser feitas no mesmo endereço. Este conteúdo é informativo e não indica nem contraindica tratamento.

Fontes consultadas:

Perguntas frequentes

Perimenopausa dá dor nos seios?

Pode dar. O Ministério da Saúde registra a dor nas mamas como queixa de algumas mulheres, principalmente na perimenopausa, refletindo a flutuação do estrogênio (Ministério da Saúde, 2008). Dor persistente ou mudança nova pede avaliação médica.

Dor no seio na perimenopausa pode ser câncer?

O risco de câncer em quem tem dor na mama como único sintoma é extremamente baixo, segundo uma revisão da Mayo Clinic Proceedings (Smith e colaboradores, 2004). Mesmo assim, qualquer mudança nova na mama merece consulta.

A mama fica mais densa na perimenopausa?

Em média, ocorre o contrário: a densidade diminui ao longo da transição menopausal, com variação entre mulheres (Burton e colaboradores, 2017; Engmann e colaboradores, 2019). O laudo da mamografia informa a densidade do seu caso.

Preciso fazer mamografia na perimenopausa?

Depende da idade e do risco, não da fase hormonal. CBR, SBM e Febrasgo indicam mamografia anual de 40 a 74 anos para risco habitual (Urban e colaboradores, 2023), e a mastologista orienta o seu caso.

Quem tem mama densa precisa de ultrassom além da mamografia?

Para mulheres com mamas densas, CBR, SBM e Febrasgo indicam que a ultrassonografia anual pode ser considerada como complemento à mamografia (Urban e colaboradores, 2023). Quem define é a médica, caso a caso.

Resumo

Na perimenopausa, a oscilação hormonal pode deixar as mamas mais sensíveis, e a dor isolada raramente indica câncer (Ministério da Saúde, 2008; Smith e colaboradores, 2004). Em média, a densidade mamária diminui ao longo da transição (Burton e colaboradores, 2017).

O rastreamento segue a idade e o risco: as sociedades médicas brasileiras indicam mamografia anual de 40 a 74 anos para risco habitual, e o INCA indica 50 a 74 anos a cada dois anos desde setembro de 2025 (Urban e colaboradores, 2023; INCA). Leve suas dúvidas e seu histórico para a consulta.

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A equipe da Preciore atende em São Luís, no Jardim Renascença, com consulta e exames no mesmo endereço.

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