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Saúde da mama

Exame clínico das mamas: o que a médica procura

O exame clínico das mamas é o exame feito pelas mãos da médica, com você deitada e sentada, incluindo mamas, axilas e a região acima das clavículas. Ele não substitui a imagem, e a imagem também não substitui ele: cada um encontra coisas que o outro não encontra.

O que a médica procura

A avaliação começa pela inspeção, com você sentada: formato e simetria das mamas, aspecto da pele, presença de retração ou abaulamento, alterações no mamilo e na aréola. Ela pede que você levante os braços e que contraia o peitoral, porque esses movimentos revelam retrações que passam despercebidas com o corpo em repouso.

Depois vem a palpação, com você deitada e o braço atrás da cabeça, percorrendo toda a mama de forma sistemática. A médica avalia consistência, limites, mobilidade e relação com a pele de qualquer nódulo encontrado, examina a região atrás da aréola, verifica se há saída de secreção e palpa as axilas e a região acima das clavículas.

O que o exame físico encontra e a imagem não

A conversa é parte do exame

A anamnese costuma ser tratada como formalidade antes da parte importante, e é o contrário disso. Perguntas sobre quando a alteração apareceu, se muda com o ciclo, se já houve algo parecido antes, quais remédios você usa, como foi a sua vida reprodutiva e quem na família teve câncer de mama ou de ovário mudam completamente a interpretação do que se encontra.

Um nódulo idêntico pode levar a condutas diferentes em uma mulher de 28 anos sem histórico e em uma de 58 com mãe e irmã diagnosticadas antes dos 50. Essa informação não está na imagem, e é o que transforma um laudo em uma conduta.

O que o exame clínico não resolve

Ele não encontra microcalcificações, não diferencia cisto de nódulo sólido e tem sensibilidade limitada em mama densa, em mama volumosa e para achados pequenos e profundos. Exame clínico normal não descarta nada, e por isso não dispensa o rastreamento por imagem na idade em que ele é indicado.

Ao mesmo tempo, imagem normal não anula um achado palpável relevante. Quando a médica sente algo que a imagem não mostrou, a investigação continua, e essa é justamente a situação em que o exame físico salva o caso. Os dois são camadas de uma mesma avaliação, não alternativas.

Como aproveitar melhor a consulta

Perguntas frequentes

O exame clínico substitui a mamografia?

Não. Ele não encontra microcalcificações e tem sensibilidade limitada para achados pequenos e profundos. Exame clínico normal não dispensa o rastreamento por imagem na idade em que ele é indicado.

Se a imagem está normal, preciso do exame clínico?

Precisa. Há alterações que a imagem não mostra bem, como retração sutil da pele, mudanças do mamilo e linfonodos acima da clavícula. Quando a médica sente algo que a imagem não mostrou, a investigação continua.

De quanto em quanto tempo devo fazer?

Costuma acontecer em toda consulta com mastologista ou ginecologista, e por isso a frequência acompanha o seu acompanhamento de rotina. Diante de uma queixa nova, a consulta não espera o calendário.

O exame dói?

Não deve doer. Pode haver desconforto se a mama já estiver sensível, principalmente perto da menstruação, e por isso vale marcar fora desse período quando possível. Avise se algum ponto doer mais.

Posso pedir para ser examinada por uma médica mulher?

Pode, e é um pedido legítimo. Na Preciore, a maior parte da equipe de mastologia é composta por médicas, e a preferência pode ser informada no agendamento.

A médica examina a axila também?

Sim, e isso é parte essencial do exame. A mama drena para os linfonodos da axila, e a região acima da clavícula também é palpada, porque não é coberta pela mamografia.

Ginecologista pode fazer esse exame?

Pode, e frequentemente faz. Diante de um achado, de uma queixa persistente ou de histórico familiar importante, o encaminhamento à mastologia é o passo seguinte, porque a condução do caso passa a exigir a especialidade.

Fontes