Clínica Preciore, Mastologia e Diagnóstico por Imagem em São Luís
Agendar

Saúde da mama

Mamografia ou ultrassom das mamas: qual exame em cada caso

Não são exames concorrentes, são complementares. A mamografia mostra microcalcificações, que o ultrassom não mostra. A ultrassonografia diferencia cisto de nódulo sólido e enxerga bem em mama densa, onde a mamografia enxerga pior. Em muitos casos, a indicação é fazer os dois.

O que cada um enxerga

A mamografia é um raio X. Ela atravessa a mama e registra as diferenças de densidade do tecido. Isso a torna o único exame capaz de mostrar microcalcificações, depósitos minúsculos de cálcio que podem ser o primeiro sinal de alteração, anos antes de existir qualquer caroço palpável. Nenhum outro exame de mama faz isso com a mesma eficiência.

A ultrassonografia usa ondas sonoras e mostra a estrutura do tecido em tempo real. Ela responde em segundos a pergunta que a mamografia não responde: aquele nódulo é uma bolsa de líquido ou é sólido? Também avalia bem a região da axila e permite guiar agulha em biópsias e punções.

O problema da mama densa

Aqui está a razão principal de os dois exames andarem juntos. Na mamografia, o tecido glandular aparece branco. Um nódulo também aparece branco. Quanto mais tecido glandular a mama tem, mais difícil separar uma coisa da outra, e é como procurar uma bola de neve numa nevasca.

Mama densa é comum, não é doença e é mais frequente em mulheres jovens, embora muitas mantenham mamas densas a vida toda. Nesse cenário, a ultrassonografia complementar encontra achados que a mamografia não mostrou, e por isso ela costuma entrar na rotina, e não apenas quando surge uma dúvida.

Qual exame em cada situação

Por que não fazer só o ultrassom, já que não tem radiação

É uma pergunta frequente e a resposta é direta: porque o ultrassom não substitui o que a mamografia faz de melhor. Microcalcificações agrupadas podem indicar alteração em fase muito inicial, antes de existir nódulo, e elas simplesmente não aparecem no ultrassom. Um rastreamento feito só com ultrassonografia deixaria esse grupo inteiro de achados de fora.

A dose de radiação da mamografia é baixa e o balanço entre risco e benefício é claramente favorável na faixa de idade recomendada. Trocar o exame por outro mais confortável significaria perder justamente a informação que justifica fazer rastreamento.

E a ressonância magnética

A ressonância das mamas é o exame mais sensível dos três, e por isso mesmo não é usada em rastreamento geral: ela encontra muita coisa, inclusive achados sem importância, e isso gera investigação em cascata em quem tem risco habitual.

Ela tem lugar definido em situações específicas, como mulheres com mutação BRCA ou risco muito elevado, avaliação da extensão de um câncer já diagnosticado, dúvida persistente após mamografia e ultrassonografia, e avaliação da integridade de implantes de silicone. Fora dessas indicações, ela acrescenta pouco e complica muito.

Perguntas frequentes

Qual dos dois é mais confiável?

Nenhum, porque eles não medem a mesma coisa. A mamografia é insubstituível para microcalcificações e a ultrassonografia é insubstituível para diferenciar cisto de nódulo sólido. Confiabilidade aqui depende do que se está procurando.

Posso fazer só o ultrassom para evitar a radiação?

Não é recomendado como estratégia de rastreamento. O ultrassom não mostra microcalcificações, que são um dos achados mais precoces. A dose da mamografia é baixa e o benefício, na faixa etária indicada, é bem estabelecido.

O médico pediu os dois. É exagero?

Não. Pedir os dois é conduta comum, principalmente em mama densa, quando há caroço palpável ou quando a mamografia anterior deixou dúvida. Cada exame responde uma parte diferente da pergunta.

Qual fazer primeiro?

Costuma-se fazer a mamografia primeiro no rastreamento a partir dos 40 anos, e a ultrassonografia depois, como complemento. Diante de um caroço em mulher jovem, a ordem se inverte e o ultrassom é o exame de partida.

A ultrassonografia dói?

Não. É feita deitada, com gel e um transdutor deslizando sobre a mama e a axila. Não tem compressão nem radiação, e leva de quinze a vinte minutos.

Preciso de preparo para o ultrassom?

Nenhum. Não precisa de jejum, de bexiga cheia nem de suspender remédio. A única recomendação é evitar creme e desodorante na mama e na axila no dia, porque atrapalham o contato do transdutor.

Fiz os dois e deram categorias diferentes. Qual vale?

Vale a categoria mais alta entre eles, e é ela que orienta a conduta. Os exames enxergam coisas diferentes, e um achado visível só em um deles não deixa de existir por não aparecer no outro.

Tenho prótese de silicone. Qual exame devo fazer?

Os dois continuam valendo, com adaptações. A mamografia usa manobras específicas de posicionamento que deslocam o implante e expõem o tecido da mama, e a ultrassonografia avalia bem tanto o tecido quanto o próprio implante. Avise sempre no agendamento que você tem prótese.

Fontes