Saúde da mama
Biópsia de mama: os tipos e como se escolhe
Biópsia de mama é a retirada de uma amostra do achado para análise no laboratório. Ela existe porque nenhum exame de imagem consegue dizer o que uma alteração é: a imagem descreve, a patologia identifica. A escolha do tipo depende do que o exame mostrou e de onde o achado está.
Quando a biópsia entra
A indicação vem da categoria do laudo. BI-RADS 4 e 5 indicam biópsia, porque descrevem achados que a imagem não consegue classificar como benignos. A categoria 3 não indica biópsia de rotina, e a conduta padrão nela é o controle em 6 meses, embora a biópsia possa ser antecipada em situações específicas.
Também levam à biópsia o nódulo que cresceu entre exames, o achado palpável que a imagem não explica bem, a secreção suspeita com alteração identificada, e alterações de pele do mamilo que persistem sem cicatrizar.
Os tipos, e o que decide a escolha
O que decide é o tipo do achado e o exame que melhor o visualiza. Nódulo visível no ultrassom costuma ir para core biopsy; microcalcificações vistas só na mamografia vão para estereotaxia. A médica explica a escolha antes de qualquer procedimento.
- Punção por agulha fina (PAAF): agulha fina, colhe células ou esvazia cisto. Rápida, usada em linfonodo e em cisto sintomático.
- Core biopsy: agulha grossa, retira fragmentos de tecido. É a mais usada, guiada por ultrassonografia, e dá diagnóstico completo.
- Mamotomia: sistema a vácuo, retira amostras maiores pela mesma punção. Usada quando é preciso mais material.
- Estereotaxia: biópsia guiada pela mamografia, indicada quando o achado são microcalcificações que o ultrassom não enxerga.
- Biópsia cirúrgica: retirada da lesão em centro cirúrgico, hoje reservada a situações específicas, e não mais o primeiro caminho.
O que a biópsia responde além de sim ou não
Existe uma leitura comum e incompleta de que a biópsia serve apenas para dizer se é câncer. Quando o resultado é benigno, o laudo nomeia o que é: fibroadenoma, alteração fibrocística, papiloma, adenose, necrose gordurosa. Esse nome muda o acompanhamento, porque cada condição tem comportamento conhecido, e algumas exigem seguimento mais próximo.
Quando o resultado é maligno, o laudo traz o tipo do tumor, o grau, e na imuno-histoquímica os receptores hormonais, o HER2 e o índice de proliferação. É esse conjunto que define se o tratamento começa por cirurgia ou por tratamento sistêmico. Sem biópsia não existe plano, e é por isso que nenhum tratamento começa antes dela.
Os medos mais comuns
A crença de que a biópsia espalha o câncer é frequente e não se sustenta. As agulhas usadas têm sistema que evita o trajeto de células, e nenhuma evidência associa o procedimento a pior evolução da doença. O que tem consequência demonstrada é adiar o diagnóstico.
Sobre a dor: a anestesia local arde por alguns segundos, como qualquer anestesia, e depois a região fica dormente. O que se sente durante é pressão, e no caso da core biopsy o estalo do disparo da agulha, que assusta mais do que dói. O desconforto maior costuma vir nas horas seguintes, quando a anestesia passa, e responde bem a analgésico comum e compressa fria.
Como é na prática, do agendamento ao resultado
Não é preciso jejum. Avise se usa anticoagulante, aspirina ou qualquer medicamento que altere a coagulação, e se tem alergia a anestésico local. Vá com roupa confortável, de duas peças, e leve um sutiã firme, que ajuda no conforto depois.
O procedimento leva cerca de vinte minutos, é feito na própria clínica, sem internação, e você vai para casa em seguida. É comum aparecer um roxo na região nos dias seguintes.
Na Preciore, a biópsia é feita pelas mastologistas da equipe, na mesma clínica onde o exame que a indicou foi realizado, e o resultado sai em 3 a 5 dias úteis, entregue em consulta. Isso é deliberado: resultado de biópsia se lê junto com a médica, que explica o que está escrito e já define o próximo passo.
Perguntas frequentes
Biópsia espalha o câncer?
Não. As agulhas têm sistema que evita o trajeto de células, e nenhuma evidência associa a biópsia a pior evolução. Adiar o diagnóstico, esse sim, tem consequência demonstrada.
Biópsia dói?
A anestesia local arde por alguns segundos e depois a região fica dormente. Durante o procedimento se sente pressão. O desconforto maior vem nas horas seguintes, quando a anestesia passa, e melhora com analgésico comum e compressa fria.
Preciso de internação?
Não nos procedimentos por agulha, que são feitos na própria clínica, com anestesia local, e você vai para casa depois. A biópsia cirúrgica, que exige centro cirúrgico, hoje é reservada a situações específicas.
Quanto tempo até o resultado?
Na Preciore, de 3 a 5 dias úteis. A entrega é feita em consulta, e não por telefone ou mensagem, porque o laudo precisa ser explicado e o próximo passo definido na mesma conversa.
Posso escolher o tipo de biópsia?
A escolha é técnica e depende do achado e do exame que melhor o visualiza. Microcalcificações vistas só na mamografia exigem estereotaxia, por exemplo. A médica explica a indicação antes do procedimento.
E se o resultado for benigno?
O laudo nomeia o que é, e esse nome define o acompanhamento. Alguns achados voltam direto ao rastreamento de rotina; outros, chamados lesões de risco, pedem seguimento mais próximo. Essa leitura se faz em consulta.
Posso fazer biópsia menstruada?
Pode. A menstruação não contraindica o procedimento nem altera o resultado. O que importa avisar é o uso de anticoagulantes e alergias a anestésico local.
Fontes
- Sociedade Brasileira de Mastologia. Publica as recomendações brasileiras de investigação diagnóstica e de conduta nas doenças da mama.
- Colégio Brasileiro de Radiologia. Mantém no Brasil a padronização dos laudos de mama e dos procedimentos guiados por imagem.
