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Doença de Paget da mama: sinais no mamilo e como se investiga

É um tipo raro de câncer de mama que começa na pele do mamilo e pode parecer um eczema. Veja os sinais, por que a investigação inclui a mama inteira e como se chega ao diagnóstico.

Marcio Moreira, Estrategista de conteúdo e SEO do blog da Clínica PrecioreMarcio MoreiraEstrategista de conteúdo e SEOPublicado em 22 de outubro de 2026
Mesa de consultório com pasta de laudos, luvas descartáveis, lupa e toalha de algodão dobrada ao lado de um copo de água

Doença de Paget da mama: sinais no mamilo e como se investiga

Neste artigo você vai descobrir:

  • Quais alterações do mamilo e da aréola fazem parte do quadro descrito na doença de Paget da mama
  • Por que uma alteração na pele do mamilo costuma estar ligada a um carcinoma in situ ou invasivo dentro da mama
  • Como a investigação é feita: exame clínico, mamografia, ultrassonografia, às vezes ressonância e biópsia da pele
  • Por que o tratamento de eczema não resolve e o que isso indica ao médico

A doença de Paget da mama é um tipo raro de câncer de mama que se manifesta na pele do mamilo e da aréola, com crosta, descamação, vermelhidão ou coceira, em geral em uma mama só. Na maioria dos casos ela vem acompanhada de um carcinoma in situ ou invasivo dentro da mama (Kuzmiak e Ferre, 2024; ACS, 2026). O diagnóstico não se faz pelo aspecto da pele: ele depende de exame clínico, exames de imagem e biópsia. Este texto aprofunda o que já aparece no artigo sobre coceira no bico do mamilo, onde a doença de Paget é só uma das possibilidades, e a maior parte das alterações no mamilo tem outra explicação. Cada caso exige avaliação médica.

Paget mama: o que é e por que é rara

A doença de Paget da mama, também chamada de doença de Paget do mamilo, é um câncer raro da região do mamilo e da aréola. Uma revisão sistemática de 2026 informa que ela corresponde a cerca de 1% a 4% de todos os casos de câncer de mama (Volfson et al., 2026). Ela pode atingir mulheres e homens e é mais vista na pós-menopausa (Kuzmiak e Ferre, 2024).

Por ser rara, a maioria das mulheres que sente coceira ou vê descamação no mamilo não tem essa doença. O que a torna conhecida é outra característica: as alterações da pele podem ser, por vezes, o único sinal visível no início, e o quadro lembra o de condições benignas, como o eczema (Kuzmiak e Ferre, 2024; ACS, 2026).

Os sinais no mamilo e na aréola

A American Cancer Society descreve que os sintomas podem lembrar os de eczema ou de outras doenças de pele. Entre os sinais citados estão pele do mamilo e da aréola com crostas, descamação ou vermelhidão, sensação de ardor ou coceira, secreção sanguinolenta ou amarelada e mamilo achatado ou invertido. A doença costuma afetar uma mama só (ACS, 2026).

Os achados mais ligados à suspeita podem ser resumidos assim:

  • pele escamosa, avermelhada ou com crosta no mamilo, que pode se estender à aréola;
  • coceira, ardor ou sensibilidade persistentes;
  • secreção pelo mamilo, às vezes com sangue;
  • retração ou achatamento do mamilo;
  • lesão em um lado só, que não melhora com o passar das semanas.

Nas fases mais avançadas, a literatura descreve ulceração e destruição do complexo mamilo-aréola (Sakorafas et al., 2001). Nenhum sinal isolado faz o diagnóstico: quem faz é o exame do tecido.

Se a alteração for de um mamilo invertido que sempre foi assim, o assunto é outro, e o texto sobre mamilo invertido explica a diferença. Para outras mudanças da pele, veja também alterações na pele da mama e líquido saindo do mamilo.

Por que se associa a um câncer dentro da mama

A doença de Paget costuma ser a face visível de um tumor que está em outro ponto do tecido mamário. A teoria mais aceita, chamada epidermotrópica, propõe que as células de Paget vêm de células de carcinoma ductal que migraram do interior da mama até a epiderme do mamilo (Sandoval-Leon et al., 2013). Uma segunda teoria sugere que, em alguns casos, as células malignas surgem na própria pele do mamilo, sem relação com o tecido ao redor (Sakorafas et al., 2001).

Na prática, isso quer dizer que a investigação não olha só para o mamilo. Uma revisão de radiologia relata que há um câncer subjacente em mais de 80% dos casos, às vezes em mais de um foco (Geffroy et al., 2011). Outra revisão descreve que cerca de metade desses tumores é invasiva e o restante é carcinoma ductal in situ, e que apenas raramente não há câncer associado (Seetharam e Fentiman, 2009).

Por isso a palavra "mama" no nome conta: a doença nasce na região do mamilo, mas a avaliação cobre a mama inteira.

Como se investiga: do exame clínico à biópsia

O caminho costuma ter quatro etapas, definidas pelo médico conforme cada caso:

  1. Exame clínico. A avaliação do mamilo e da aréola faz parte do exame das mamas, e toda lesão persistente em um só mamilo é vista com atenção (Geffroy et al., 2011). O médico observa o aspecto da pele e a forma do mamilo e examina a mama em busca de outras alterações.
  2. Exames de imagem. A ACS cita mamografia diagnóstica, ultrassonografia mamária e, em certos casos, ressonância magnética (ACS, 2026). A mamografia e a avaliação clínica podem subestimar a extensão da doença, e a ressonância pode aumentar a sensibilidade para encontrar um tumor oculto (Seetharam e Fentiman, 2009).
  3. Biópsia da pele do mamilo. É o exame que confirma ou afasta o diagnóstico. A ACS descreve biópsias por raspagem, por "punch" (pequeno cilindro de pele) e incisional, e uma biópsia da mama quando há um nódulo palpável (ACS, 2026). Uma revisão de 2001 considera a biópsia o padrão para o diagnóstico, e o exame de células raspadas da superfície pode ajudar, mas um resultado negativo não exclui a doença (Sakorafas et al., 2001).
  4. Plano de tratamento. Depende do que a biópsia e as imagens mostrarem. A ACS descreve cirurgia, com remoção da mama ou conservadora, associada ou não a outros tratamentos conforme o tumor associado (ACS, 2026).

Na Preciore, a consulta com mastologista é o ponto de partida para uma queixa assim, e a mamografia e a ultrassonografia mamária são feitas no mesmo endereço, no Jardim Renascença, em São Luís, quando o médico as indica. Sobre os tipos de biópsia da mama, o texto de biópsia de mama explica como se escolhe o método.

Por que o tratamento de eczema não resolve

O eczema do mamilo e a doença de Paget se confundem à primeira vista, mas se comportam de forma diferente ao longo do tempo. A revisão de Geffroy e colegas descreve o eczema como um quadro que costuma afetar os dois lados, sem deformar o mamilo, com fases de piora e melhora e boa resposta ao tratamento local com corticoide. Já a doença de Paget é unilateral e persistente (Geffroy et al., 2011).

A tabela resume a lógica que o médico usa. Ela serve para entender a consulta, não para se autodiagnosticar:

Característica Mais comum no eczema Pede investigação
Lados Os dois mamilos Um só mamilo
Forma do mamilo Sem deformidade Mudança de forma, como achatamento ou inversão
Evolução Fases de piora e melhora Persiste sem melhorar
Resposta ao tratamento local Costuma melhorar Não melhora

Fonte: Geffroy et al. (2011). O ponto prático é este: se uma alteração em um só mamilo não melhora com o tratamento que o médico orientou, o próximo passo é investigar, e não repetir o tratamento. A revisão sistemática de 2026 reuniu 32 casos publicados de Paget que, no início, foram confundidos com outras doenças, sobretudo melanoma e dermatite atópica, e o atraso médio até o diagnóstico foi de 2,3 anos. Os autores reforçam a importância da biópsia precoce (Volfson et al., 2026).

Isso não é motivo para alarme: é motivo para não deixar uma lesão persistente sem resposta. Também não é um convite a testar pomadas por conta própria, porque o tratamento correto depende do diagnóstico.

Quando procurar o mastologista

Marque uma consulta quando houver:

  • coceira, descamação, crosta, ferida ou vermelhidão em um só mamilo que persiste, ou que não melhora com o tratamento orientado pelo médico (Geffroy et al., 2011);
  • mudança recente no formato do mamilo, como retração ou achatamento (ACS, 2026);
  • secreção pelo mamilo associada às alterações da pele (ACS, 2026);
  • um nódulo ou outra alteração na mama junto com a lesão do mamilo.

Vale lembrar que a mamografia de rotina segue sendo recomendada: a orientação de SBM, CBR e Febrasgo é de mamografia anual a partir dos 40 anos, até os 75, e antes dos 40 para quem tem casos de câncer de mama ou de ovário na família, conforme a orientação médica (SBM, 2024). Quem tem dúvida sobre o que mudou na própria pele do mamilo deve levar isso à consulta, e não esperar o próximo exame de rotina.

Fontes consultadas:

Perguntas frequentes

O que é a doença de Paget da mama?

É um tipo raro de câncer de mama que aparece na pele do mamilo e da aréola, quase sempre associado a um carcinoma in situ ou invasivo dentro da mama (Kuzmiak e Ferre, 2024). Corresponde a cerca de 1% a 4% dos casos (Volfson et al., 2026). O diagnóstico exige exame clínico, imagem e biópsia.

Paget mama é a mesma coisa que doença de Paget do mamilo?

Sim, são nomes para a mesma doença: a American Cancer Society usa os dois termos como sinônimos (ACS, 2026). Em ambos os casos, o foco é a pele do mamilo e da aréola e o tecido da mama por trás dela.

Quais são os sinais de Paget no mamilo?

A ACS cita pele do mamilo e da aréola crostosa, escamosa ou avermelhada, ardor ou coceira, secreção sanguinolenta ou amarelada e mamilo achatado ou invertido, em geral em uma mama só (ACS, 2026). Esses sinais também aparecem em doenças benignas, por isso só a avaliação médica define a causa.

Paget da mama pode parecer eczema?

Pode, e é por isso que a doença é confundida no início. O eczema costuma afetar os dois lados, não deforma o mamilo, tem fases de melhora e piora e responde ao corticoide local, enquanto a doença de Paget é unilateral e persistente (Geffroy et al., 2011). Uma lesão em um mamilo que não melhora deve ser investigada.

Como é feito o diagnóstico da doença de Paget da mama?

O médico examina as mamas e pede mamografia, ultrassonografia e, em alguns casos, ressonância. A confirmação vem da biópsia da pele do mamilo, e uma biópsia da mama é feita se houver nódulo (ACS, 2026). Imagem sozinha não fecha o diagnóstico, e cada caso é conduzido pelo médico.

Toda coceira no mamilo é Paget?

Não. A coceira no mamilo costuma ter causa benigna, como eczema ou irritação, e a doença de Paget é rara (Volfson et al., 2026). O que pede consulta é a alteração em um só mamilo que persiste, não melhora com o tratamento orientado ou muda a forma do mamilo (Geffroy et al., 2011).

Resumo

A doença de Paget da mama é rara, cerca de 1% a 4% dos casos de câncer de mama, e começa na pele do mamilo e da aréola, com crosta, descamação, vermelhidão ou coceira, em geral de um lado só (Volfson et al., 2026; ACS, 2026). Quase sempre está associada a um carcinoma in situ ou invasivo na mama, por isso a investigação inclui exame clínico, imagem e biópsia da pele (Kuzmiak e Ferre, 2024).

Uma lesão em um só mamilo que não melhora com o tratamento orientado merece avaliação, sem susto e sem demora. Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta. Se a descrição lembra o que você notou, marque uma consulta com mastologista.

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A equipe da Preciore atende em São Luís, no Jardim Renascença, com consulta e exames no mesmo endereço.

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