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Quadrantes da mama: como o laudo indica onde está o nódulo

O laudo localiza um achado por quadrante, região, hora do relógio e distância do mamilo. Veja como ler cada termo e por que a localização não diz se o nódulo é benigno ou maligno.

Marcio Moreira, Estrategista de conteúdo e SEO do blog da Clínica PrecioreMarcio MoreiraEstrategista de conteúdo e SEOPublicado em 14 de outubro de 2026
Laudo impresso com uma caneta apoiada em uma linha, sobre mesa de madeira clara, com relógio de mesa e copo d'água ao lado

Quadrantes da mama: como o laudo indica onde está o nódulo

Neste artigo você vai descobrir:

  • A resposta direta: quais são os quadrantes da mama e como o laudo os usa
  • O que significam região retroareolar, prolongamento axilar e a hora do relógio no laudo
  • Por que o laudo registra a localização e por que ela pode variar entre exames
  • Por que a localização, sozinha, não indica se o achado é benigno ou maligno

Quadrantes da mama: o mapa que o laudo usa para localizar o achado

Os quadrantes da mama são quatro áreas em que o laudo divide a mama para dizer onde está um achado: superior lateral, superior medial, inferior lateral e inferior medial. Quando o achado fica no centro ou na direção da axila, o laudo usa nomes próprios: região retroareolar e prolongamento axilar (INCA, 2011). Para dar mais precisão, o radiologista pode acrescentar a hora do relógio e a distância do mamilo, um jeito de localizar que o Colégio Americano de Radiologia (ACR) descreve como consistente e reprodutível (ACR, 2013).

Esse mapa serve para uma coisa só: localizar. Ele não diz se o achado é benigno ou maligno. O grau de suspeita vem da classificação BI-RADS, que você pode entender em BI-RADS: o que significa a classificação do seu laudo. Cada laudo precisa ser lido por uma médica, no contexto da sua história.

Os quatro quadrantes e as regiões com nome próprio

Imagine uma cruz sobre a mama, com o centro no mamilo: uma linha vai de cima a baixo e outra de um lado a outro. Surgem quatro áreas. "Lateral" é o lado de fora, mais perto do braço, e "medial" é o lado mais próximo do centro do corpo. O roteiro de laudo do INCA para o SISMAMA lista estas siglas (INCA, 2011):

Sigla Nome no laudo Onde fica
QSL Quadrante superior lateral Em cima, do lado de fora (também escrito superolateral)
QIL Quadrante inferior lateral Embaixo, do lado de fora
QSM Quadrante superior medial Em cima, do lado do centro do corpo
QIM Quadrante inferior medial Embaixo, do lado do centro do corpo

O mesmo roteiro prevê a "união" de quadrantes (laterais, mediais, superiores ou inferiores) para o achado que fica na divisa entre duas áreas, e dois nomes próprios (INCA, 2011):

Termos como "central", "retroareolar" e "prolongamento axilar" (em inglês, axillary tail) entram no lugar do quadrante quando o achado não cabe numa das quatro áreas (University of Washington, 2020). Para ver a mama por dentro, o texto sobre anatomia da mama ajuda.

Relógio e distância do mamilo: como a localização fica mais precisa

Um quadrante é um mapa grande. Para apontar um ponto, o laudo costuma somar a hora do relógio e a distância do mamilo (ACR, 2013). A hora é lida imaginando um relógio sobre a mama, como se quem examina estivesse de frente para a paciente (University of Washington, 2020). A distância é medida a partir do mamilo.

Um exemplo ilustrativo, não é caso real: "nódulo na mama direita, às 10 horas, a 3 cm do mamilo". Nessa convenção, 10 horas na mama direita fica na metade de cima, do lado de fora, ou seja, no quadrante superior lateral.

Um ponto que confunde muita gente: a mesma hora não cai no mesmo quadrante nas duas mamas. Um achado às 2 horas na mama direita está no quadrante superior medial, e às 2 horas na mama esquerda está no superior lateral (University of Washington, 2020). Por isso o laudo informa o lado, direita ou esquerda, junto com a hora.

Alguns laudos trazem também a profundidade, dividida em terço anterior, médio e posterior (University of Washington, 2020).

Por que o laudo descreve a localização desse jeito

O ACR recomenda um sistema consistente e reprodutível, e o texto do Atlas ajuda a entender três efeitos práticos disso, um deles explicando por que os números às vezes mudam de um exame para outro (ACR, 2013):

  1. Reencontrar o mesmo achado. Os serviços de imagem devem combinar uma regra única para registrar a localização nos exames seguintes, para que o achado seja comparado com ele mesmo ao longo do tempo.
  2. Separar achados vizinhos. Quando há mais de um nódulo na mesma região, a distância da pele ajuda a diferenciá-los, o que é útil quando um deles é escolhido para biópsia.
  3. Aceitar pequenas variações. Outro radiologista pode registrar outra hora ou outra distância para a mesma lesão, e o ACR atribui essas diferenças com frequência à posição da paciente e à técnica do exame. Se a hora mudou de um laudo para outro, isso não quer dizer, por si só, que o nódulo mudou de lugar.

A localização não diz se é benigno ou maligno

Existe a ideia de que nódulo no quadrante superior lateral seria mais perigoso. Os dados não sustentam essa leitura. Um estudo com 746 biópsias de fragmento (core biopsy) consecutivas comparou resultados normais, benignos e malignos e encontrou distribuição parecida entre as áreas da mama: a proporção de biópsias do quadrante superior lateral foi de 67% entre as normais, 57% entre as benignas e 62% entre as malignas. O autor concluiu que a frequência alta nesse quadrante reflete a maior quantidade de tecido mamário ali, e não um risco especial do local (Lee, 2005).

O que sinaliza suspeita é o conjunto de características do achado, como forma, margem e orientação, e, na ultrassonografia, as bordas do nódulo estão entre os critérios mais relevantes para estimar a probabilidade de malignidade (ACR, 2013). A conversa sobre o que fazer com cada categoria está em BI-RADS 4 é perigoso? O que significam 4A, 4B e 4C.

Com o laudo na mão: como usar essa informação

A localização é útil na consulta, e não para tirar conclusão sozinha. Algumas ideias:

  • Leve o laudo atual e os exames anteriores. Comparar a localização ao longo do tempo é justamente o objetivo desse sistema.
  • Peça à médica que mostre no exame onde fica o achado descrito, em vez de tentar traduzir a hora do relógio por conta própria.
  • Pergunte se a localização aparece igual na mamografia e na ultrassonografia, já que radiologistas diferentes podem registrar a mesma lesão com horas e distâncias um pouco distintas (ACR, 2013).
  • Se o laudo traz uma sigla que você não conhece, pergunte o que ela significa, sem pressa.

A Preciore, clínica de mastologia e diagnóstico por imagem em São Luís, tem radiologistas especialistas em mama e oferece mamografia digital, ultrassonografia mamária e consulta com mastologista no mesmo endereço. Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica, que considera cada caso individualmente.

Fontes consultadas:

Perguntas frequentes

Quais são os quadrantes da mama?

São quatro áreas: superior lateral, superior medial, inferior lateral e inferior medial. O laudo também usa região retroareolar e prolongamento axilar para achados fora dessas áreas (INCA, 2011). A leitura do seu laudo cabe à médica.

Nódulo no quadrante superior externo é mais perigoso?

Não por si só. Em um estudo com 746 biópsias, a proporção de amostras do quadrante superior lateral foi parecida entre resultados normais, benignos e malignos, refletindo a maior quantidade de tecido nessa área (Lee, 2005).

O que significa 10 horas no laudo da mama?

É a posição do achado se a mama fosse um relógio visto de frente. A mesma hora cai em quadrantes diferentes na mama direita e na esquerda, por isso o laudo informa o lado (University of Washington, 2020).

O que é região retroareolar no laudo?

É o nome dado à área central da mama, logo atrás da aréola. O laudo usa essa expressão no lugar de um quadrante quando o achado está nessa região (INCA, 2011; University of Washington, 2020).

A localização do nódulo pode mudar de um exame para outro?

O registro pode variar, por exemplo na hora do relógio ou na distância do mamilo, muitas vezes por posição e técnica do exame (ACR, 2013). Compare sempre com a médica, que vê as imagens.

Resumo

O laudo usa quatro quadrantes (superior e inferior, lateral e medial), as regiões retroareolar e prolongamento axilar, a hora do relógio e a distância do mamilo para dizer onde está um achado (INCA, 2011; ACR, 2013).

Essa localização não indica se o achado é benigno ou maligno: o quadrante superior lateral aparece com frequência em todos os tipos de resultado por concentrar mais tecido (Lee, 2005). Leve o laudo e os exames anteriores para a consulta, onde a médica explica o seu caso.

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Qual afirmação sobre a localização do nódulo no laudo da mama está correta?

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A equipe da Preciore atende em São Luís, no Jardim Renascença, com consulta e exames no mesmo endereço.

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